Bomba relógio

     
          Foi ofuscada pelo vazamento de petróleo no Golfo do México a notícia do acidente com uma plataforma de gás venezuelana, que afundou dia 13 no Mar do Caribe. A informação oficial é que não há ameaça para o meio ambiente, pois as válvulas de segurança teriam sido ativadas corretamente e lacrado qualquer vazamento de gás. Mas fonte desta coluna, diretamente ligada ao caso, garante que há milhões de litros de petróleo estocados na plataforma e o risco de um grande acidente ambiental é cada vez maior.

Nem tudo é chinês
Uma base de comparação deprimida aliada a necessidades de notícias, que, mesmo por razões diferentes, unem o Gverno Lula e a mídia financista produziram umas das maiores aberrações econômicas desde o confisco da poupança perpetrado por Collor: o crescimento chinês à brasileira.
Relembrando: no primeiro trimestre de 2008, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro recuara 1,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. A queda foi puxada por um tombo de 14% nos investimentos. Essa queda fora antecedida de um derretimento de 3,6% do PIB no quatro trimestre de 2008 sobre os três meses imediatamente anteriores. Além disso, os investimentos desabaram 12,6% no primeiro trimestre de 2009, depois de já terem sofrido um tombo de 9,8% no quarto trimestre de 2008 sobre o trimestre imediatamente anterior.
É sobre esse gigantesco vale que surge o Brasil construído pelo discurso apologético da mídia financista – à busca de álibis para abortar um crescimento contínuo, consistente e poderoso do país – e o Governo Lula – desejoso de transformar em epopéia econômica números medianos – resultando no crescimento chinês à brasileira. Como sabe qualquer calouro de economia, a China cresce na faixa de dois dígitos, não há um trimestre isolado, mas há cerca de duas décadas. Ou seja, a escalada se dá, não sobre os vales da recessão ou do crescimentos na casa de 2,5% ao ano, mas sobre planícies na faixa de 10%.
As razões de diferenças tão abissais deve-se à escolha de modelos. Enquanto o Brasil de FH a Lula optou por se especializar em commodities e exportações, com raras exceções, de baixo valor agregado, a China exige contrapartidas para empresas que se instalam no seu gigantesco mercado que incluem transferência de tecnologia e know how.
Não por acaso, embora seja um dos cinco maiores mercados produtores da indústria automobilística, o Brasil não tem uma marca sequer de carro nacional. Recém-chegada ao setor, a China não apenas já produz seus próprios veículos, como já os exporta, inclusive para a terra tupiniquim.
Se a comparação com a China é deslocada, sua apropriação por financistas e Governo Lula, porém, nos revela que, apesar dos discursos laudatários sobre responsabilidade fiscal, meta de inflação e juros pornográficos, o brasileiro gosta mesmo é de crescimento para valer, como, aliás, foi vivenciado aqui entre 1930 e 1980. Nesse período, o Brasil cresceu a um Japão por ano.
Trinta anos depois, a China ocupa o imaginário que foi do seu vizinho asiático, mas a retórica mobilizada para dourar a mediocridade produzida pela política econômica não encobre que nosso país é grande demais para caber na camisa de força dos ajustes fiscais que nos são impostos para cevar o parasitismo social dos rentistas nacionais e estrangeiros.

Rei complicado
Maior franquia de limpeza comercial do mundo, sexta maior de todos os setores, a norte-americana Jani-King patina no Brasil, no qual está em operação há 17 anos. O problema parece ser na administração e pode ser ilustrado por um exemplo: no final de 2009, uma amiga desta coluna, interessada em obter uma franquia, entrou no site da empresa e preencheu o formulário eletrônico. Enviou e… nada. Ligou para lá e foi informada que o site não estava funcionando bem. Ficaram de mandar o formulário por e-mail e… nada. Novo contato e nenhuma resposta. Com a intervenção desta coluna e ajuda da assessoria de imprensa da Jani-King, conseguiu finalmente receber o formulário, que foi preenchido e devolvido em dezembro do ano passado. De lá para cá, após muitas cobranças e respostas evasivas, a pretendente a franqueada desistiu.
Mas a Jani-King não, e está na ABF Franchising Expo 2010, que termina neste sábado. Anuncia que “em breve, a marca estará oferecendo (sic) diversas opções de tamanhos de franquias, com diferentes níveis de investimento, que permitirão aos futuros franqueados escolher os planos que melhor de adéqüem (sic novamente) aos seus orçamentos e metas de faturamento”.

Milhões em ação
O portal Agende Já (www.agendeja.com.br) distribui a tabela da Copa para programas como Outlook, Live Calendar, Imac ou Google Calendar. O usuário receberá o resultado dos jogos em tempo real, assim como notícias do evento.
     
     

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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