Retrospectiva
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BR Malls terá problemas com lojistas da Villa Daslu?

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Para justificar a desistência de administrar a Villa Daslu, os representantes da BRMalls alegam que não têm mais interesse em shopping centers nos quais sua empresa não possua participação acionária. Com isso, evitam referências à crise da Daslu, cujas dívidas fiscais superam os R$ 900 milhões. Os lojistas instalados no espaço anexo à butique da empresária Eliana Tranchesi ficaram sabendo da desistência na última quarta-feira e, apesar de a BR Malls garantir que não serão prejudicados, passou a existir um clima de grande insegurança. A Villa Daslu tem 8,5 mil metros quadrados de lojas e restaurantes e outros 3,3 mil metros quadrados de áreas de eventos.
Ninguém conseguiu entender as razões que levaram a BR Malls a firmar um contrato em fevereiro de 2008 que previa apenas a gestão do espaço, pois isso foi uma exceção nos negócios da empresa, cujo objetivo principal não é a administração, mas sim a participação acionária nos shopping centers. E o mais importante é que, na ocasião, o presidente da BR Malls, Carlos Medeiros, anunciou que tinha interesse em comprar o empreendimento no futuro. Será que tal afirmação motivou alguns dos atuais lojistas a realizarem investimentos naquele empreendimento?

AmBev se encosta na parede
Para evitar complicações com a Comissão de Valores Mobiliários, rapidamente a AmBev tratou de esclarecer que o número da expansão do volume de vendas no Brasil em 2009, de aproximadamente 5%, publicado no mais caro jornal econômico financeiro do Brasil, não foi fornecido pela companhia. No comunicado ao mercado, a AmBev revela que o resultado referente ao ano passado será divulgado somente no dia 4 de março deste ano. E, depois, o seguinte super-elaborado texto: “Destacamos adicionalmente que, muito embora esteja com tais investimentos, preparando-se para eventual aumento futuro de demanda, a companhia não se pronuncia sobre sua efetiva ocorrência, a qual dependerá de diversos fatores que não estão sob seu controle, tais como carga tributaria, condições econômicas e mercadológicas, competitividade da industria e clima, dentre outros”.
Bom, agora, o jeito é esperar a divulgação do resultado e ver se o número coincide com o agora publicado. E se coincidir? Qual será a opinião do Pinto?

O Pinto do Cade
Ao que tudo indica, um dos membro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica é uma pessoa bondosa e, por essa razão, convenceu os demais a diminuir a multa aplicada no ano passado às empresas que formavam o “cartel da brita”. Com a decisão, a empresa Embu S/A Engenharia e Comércio, com a redução de 85% na penalidade imposta, pagará uma multa de R$ 6,31 milhões. A empresa Iudice Mineração vai desembolsar R$ 2,07 milhões e a Pedreira Sargon Ltda, R$ 1,88 milhões, multas que representam 87% do valor estabelecido no ano passado. As empresas foram condenadas em abril do ano passado por participarem do chamado cartel da brita e, juntamente com companhias da construção civil, foram acusadas de combinar preços, organizar participação em licitações públicas e definir estratégias de atuação no mercado. Elas recorreram da condenação na Justiça.
Para o relator do caso, o conselheiro Fernando Furlan, com o acordo, haverá economia de recursos humanos, financeiros e de tempo no trabalho dos órgãos que atuam na defesa da concorrência.

Mudanças na rede elétrica
Flávio Decat de Moura decide seu destino logo após o Carnaval. Deve assumir uma missão espinhosa, mas para isso levará toda sua experiência – e algo mais – como diretor de Distribuição da Eletrobrás.

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“Are-Baba”, Iochpe-Maxion pára na Índia
A Iochpe-Maxion desistiu de instalar uma fábrica de chassis para caminhões leves na Índia, num projeto conjunto desenvolvido pela Daimler Hero Commercial Vehicles, mas continuará buscando parceiros entre os fabricantes locais de veículos para montar o seu estabelecimento industrial no país. Os números do acordo com a Daimler Hero eram pequenos, pois os parceiros teriam de investir R$ 35 milhões para obter uma receita líquida anual de R$ 23 milhões a partir de 2011.

Air Products faz oferta hostil
Na semana passada, a Air Products encaminhara uma carta ao conselho da Airgas propondo o pagamento de US$ 60 em dinheiro por cada ação que, imediatamente, foi rejeitada por ser considerada muito baixa. Agora, a Air Products apresentou uma oferta hostil de US$ 5,1 bilhões pela Airgas e, para pressionar o conselho, encaminhou-a diretamente aos acionistas. De acordo com cláusula no estatuto da Airgas, nenhum investidor pode adquirir mais do que 15% das ações da companhia sem a aprovação do Conselho.

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