BR Partners fecha o 1T24 com crescimento de receita, lucro e rentabilidade

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Vinicius Carmona (foto divulgação BR Partners)
Vinicius Carmona (foto divulgação BR Partners)

O BR Partners (BRBI11) divulgou na quinta-feira o seu resultado do 1T24. Segundo o banco, “houve uma melhora no ambiente de negócios no final de 2023 e este cenário foi rapidamente absorvido, refletindo no fortalecimento da geração de receita da companhia em suas diferentes verticais”.

Receita, lucro líquido e índices

A receita total no 1T24 foi de R$ 138 milhões, um aumento de 11% sobre o 4T23 e de 36% em relação ao 1T23. A receita com clientes ficou em R$ 97 milhões, leve redução de 2% em relação ao 4T23 e crescimento de 64% em comparação ao 1T23. Além desta, o banco anunciou a receita com clientes por Managing Director, que foi de R$ 9,7 mi. Esse indicador, que é uma métrica relevante para demonstrar a capacidade de geração de receita dos principais executivos de uma companhia, é muito utilizado por bancos de investimento estrangeiros e, como boa prática, foi aberto pelo BR Partners ao mercado.

O lucro líquido atingiu R$ 49,5 mi, aumento de 15% em relação ao 4T23 e de 49% frente ao 1T23. A margem líquida chegou a 36%. O ROAE (Return on Average Equity) alcançou 24%, maior patamar de rentabilidade atingido após a diluição total desse indicador com a captação de recursos no IPO (jun/2021). O Índice de Basileia ficou em 17,8% (março de 2024), o Índice de Remuneração em 27,7% e o de Eficiência em 40,7%. Já a Carteira de Títulos Privados e Bridge Loans atingiu R$ 2,5 mi, sendo 98% composta de títulos AA-B.

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“Estamos muito satisfeitos com nossa performance nesse trimestre. O BR Partners mais uma vez apresentou receita e lucro recordes no 1T24. Esse foi o quarto trimestre consecutivo de crescimento de lucro e de incremento na rentabilidade da Companhia”, afirma Vinicius Carmona, sócio e diretor de Relações com Investidores.

Destaque operacionais

No Investment Banking (IB) foram anunciadas três transações no trimestre, que totalizaram mais de R$ 3,4 bi, sendo o destaque as operações de M&A. Com volume de emissões de R$ 2,1 bi, o Mercado de Capitais teve 16 emissões. Em Wealth Management, a empresa alcançou R$2,7 bi de Wealth under Advisory, crescendo 16% em relação ao trimestre anterior.

Juntos, IB e Mercado de Capitais apresentaram R$ 77,7 mi de receita no 1T24, um aumento de 2,9% em relação ao 4T23 e 68,6% comparado ao 1T23. O resultado reflete a melhora no cenário macroeconômico, com notável retomada das atividades de M&A e de Mercado de Capitais de dívida, além da capacidade da Companhia absorver movimentos positivos para a geração de receita.

Entre as transações no período estão a assessoria à Cemig, no âmbito de venda de sua participação na Aliança Energia para a Vale (R$ 2,7 bi), a assessoria para o follow-on primário do GPA, e a assessoria à Travelex no âmbito de compra da consultoria de câmbio Number One, além da compra da Amil (R$ 11 bi) por José Seripieri Júnior e fairness opinion para Americanas (R$ 24 bi).

Em Mercado de Capitais, houve ainda uma evolução no número de emissões e ticket médio, que saltaram de 40 operações e R$ 99 mi no 1T23 para 45 operações e R$ 113 mi no 1T24. Outro destaque do período está na receita da área de Gestão de Ativos, de R$ 2,1 milhões no 1T24, um crescimento de 7% sobre o 4T23 e de 54,2% em relação ao 1T23.

Já Treasury Sales & Structuring atingiu uma receita de R$ 17,4 mi no tri (+47,6% vs 1T23 e -21% 4T23). No período houve uma boa dinâmica principalmente pelo reaquecimento do mercado de capitais, com oportunidades para a estruturação de swaps de dívida.

Da receita total de R$ 137,6 mi no 1T24, 71% (R$ 97 mi) foi composta pelas receitas geradas com clientes, em linha com o último trimestre de 2023. Segundo o banco, “isso é explicado pela manutenção do nível de atividade do BR Partners em suas linhas de negócio, principalmente pelo reaquecimento do M&A no IB e estruturação e distribuição de dívidas no Mercado de Capitais. A Receita com Capital aumentou para R$ 40 milhões no trimestre, fruto do aumento da carteira de títulos privados e pela reavaliação dos FIPs da área de Investimentos”.

Para Carmona, no IB, especificamente M&A, “há um ambiente mais benigno e propenso à conversão de transações em relação a 2023, um pipeline diversificado em evolução por melhorias nos fundamentos e uma leve percepção de desalavancagem. Mas ainda há fatores inibindo um movimento mais intenso. O nível de atividade é bom, mas não é excelente. Houve uma frustração do mercado com o possível afrouxamento monetário mais precoce e menos intenso, e que ainda representará um fardo pesado a ser carregado pelo setor corporativo, que continuará com um custo de dívida alto”.

No Mercado de Capitais, o 1T24 foi marcado por um mercado de dívida local muito aquecido, seja para Corporate finance como para reperfilamentos e reestruturações de dívida, quanto para desalavancagem, a exemplo do Sale & Leaseback. Segundo Carmona, “tivemos o melhor trimestre da história da área, contando com a volta de uma contribuição maior de transações de M&A e a continuidade de nossa presença no DCM local”.

Dividendo intermediário aprovado

Com relação aos investidores do banco, o pagamento de Dividendo Intermediário (aprovado em reunião do Conselho de Administração, realizada em 09 de maio de 2024) é de R$ 0,30/Unit, totalizando R$ 31,4 milhões, com payout de 63,7%.

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