A Bolsa no pregão de ontem operou novamente volátil mas conseguiu defender mais uma sessão de alta, consolidando o quarto pregão consecutivo positivo. O índice chegou a marcar máxima de 60.093 pontos, mas fechou com valorização de 0,26%, aos 59.962 pontos. O volume financeiro atingiu R$ 5,525 bilhões.
O dia se desenhou na abertura como um dia certo de realização, mas desta vez o front externo resolveu ajudar dando um gás no mercado.
Logo após a abertura por aqui, o BCE informou que vai emprestar US$ 5,7 bilhões a bancos da Zona do Euro em uma operação de sete dias, para aliviar as tensões no mercado.
Em apoio aos bons ventos, na Alemanha, o governo vendeu 3,153 bilhões de euros em papéis de cinco anos de uma oferta total de até 4 bilhões de euros nesta quarta-feira, a uma taxa média de 0,90% e cupom de juros de 0,75%. Pela primeira vez, o país pagou rendimento inferior a 1% em um leilão de dívida de cinco anos.
E nos EUA, o Livro Bege do Fed, trouxe uma perspectiva um pouco melhor sobre a economia do país, que mostrou crescimento nas últimas seis semanas de 2011 em todas as 12 regiões analisadas.
Todos os fatos fizeram também as Bolsa americanas fechar com desempenho misto. O índice Dow Jones caiu 0,10%, enquanto o S&P 500 teve ganhado modesto de 0,03%, e chegou durante a sessão a fixar um novo máximo de cinco meses. O Nasdaq avançou 0,31%.
Os mercados americanos tiveram destaque no desempenho das ações dos Bancos e do setor tecnológico.
Os contratos futuros de petróleo registram queda em Nova Iorque e Londres depois que o Departamento de Energia dos EUA divulgou que as reservas da commodity aumentaram quase cinco vezes o estimado na semana.
As reservas americanas aumentaram em 4,958 milhões de barris na semana passada em comparação com a anterior, alcançando 334,647 milhões de barris. É a terceira semana seguida de forte alta nas reservas.
Hoje pela manhã, a commodity recupera parte desta queda operando em leve alta em NY.
Também nesta madrugada, o índice MSCI Ásia Pacífico perdeu 0,3% para 116,01 pontos, corrigindo parte dos ganhos de 1,7% que somou nas últimas três sessões, em que os investidores especularam sobre a eventual adoção de uma política monetária mais expansionista na China.
Em Tóquio, o dia foi de perdas depois de terem sido divulgados dados que mostraram uma forte redução do seu excedente comercial face ao ano anterior. Os investidores reduziram a sua exposição às ações japonesas, ao perceberem que o desaquecimento do crescimento na China e os riscos de recessão na Europa estão penalizando o setor exportador do país.
Saiu também nesta madrugada, a inflação na China em 2011 aos 5,4%, mais de um ponto acima da meta estipulada pelo governo, segundo o Gabinete Nacional de Estatísticas da China.
O Índice de Preços no Consumidor – IPC, um dos principais indicadores da inflação na China, caiu em dezembro, pelo quinto mês consecutivo, para 4,1%, mas chegou a atingir 6,5% em julho, o valor mais alto dos últimos três anos.
O Banco Central Europeu se reúne hoje para decidir sobre a sua taxa de juro. As expectativas são de manutenção no nível atual de 1% pelo menos até Março, sendo que um corte na reunião de hoje ou na de Fevereiro sinalizaria uma situação de pânico segundo comentários do mercado.
Europa nesta manhã opera em alta na maioria das Bolsas no aguardo da reunião do BCE as 10h45 e do leilão conjunto de dívida da Espanha e Itália de 16 bilhões de Euros. Os CDS dos dois países caem antes do leilão tirando um pouco da pressão do mercado devendo ajudar a abertura por aqui que poderá ser em alta.
Ibovespa futuro com suportes no 58.450 e 56.855 e resistências no 61.395 e 62.160.
Nos contratos em aberto, destaque ao PJ Financeira, aumentando a posição vendida em 670 para 22.913 e para o Institucional, reduzindo a posição comprada em 677 para 13.046.
DI – Os Juros futuros no pregão de ontem viveram um dia bem instável, com as taxas curtas operando com leve baixa, enquanto as longas mostraram ligeira valorização.
No entanto, o desenho da curva futura continua sugerindo duas reduções de meio ponto percentual na Selic, atualmente em 11%.
As projeções para o IPCA de janeiro se situam abaixo de 0,60%, contra 0,83% projetado a praticamente duas semanas atrás. Começa a tomar força as projeções de inflação abaixo de 5,5% em 2012.
Pelo segundo dia seguido, as coletas privadas de preços voltaram apontar para baixo ajudando a formar tal percepção.
A ponderação atualizada do IPCA, divulgada ontem pelo IBGE, deverá de fato tirar de 0,2 a 0,4 pp da inflação em 2012, confirmando os cálculos realizados pelo mercado quando o IBGE divulgou no seu site os novos pesos do indicador, baseados na Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) 2008-2009. Perderam espaço os serviços, que subiram 9% em 2011 e devem continuar a pressionar a inflação neste ano, ao mesmo tempo em que ganharam terreno os bens duráveis, que tiveram deflação de 1,56% no ano passado e tendem a segurar os preços novamente em 2012. Com isso, mantiveram em geral as projeções para a inflação deste ano, que variam, em sua maioria, entre 5% e 5,5%.
Hoje sai as 9h00 o indicador do IBGE de vendas a varejo de novembro. As projeções são de uma melhora em relação a divulgação anterior, podendo adicionar um leve viés de alta nas taxas para abertura de hoje.
DI janeiro 13 com suportes no 9,81 e 9,72 e resistências no 10,19 e 10,30.
DI janeiro 14 com suportes no 10,42 e 10,21 e resistências no 10,65 e 10,75.
Nos contratos em aberto, destaque ao PJ Financeira, aumentando a posição comprada em taxa em 107.254 para 773.503 e para o Institucional, reduzindo a posição comprada em 72.772 para 787.014.
Câmbio – O câmbio no pregão de ontem teve forte volatilidade fechando praticamente estável. O futuro para fevereiro fechou leve alta de 0,05%, a R$ 1,813.
A última meia de pregão foi de forte briga entre compradores e vendedores, mas no fim das contas o dólar encerrou o dia estável.
Chamou a atenção como nos últimos dias o giro negociado no interbancário, estimado em US$ 3,7 bilhões. Parte do volume do dia é atribuída ao ingresso de captação externa realizada na semana passada. Na terça, o giro foi de US$ 3 bilhões.
Com todo esse movimento atípico, o câmbio local acabou se descolando do movimento externo, onde o dólar teve um dia de recuperação, depois das perdas de terça feira. O Dollar Index, avançou 0,51%, a 81,30 pontos.
O euro voltou a perder valor e chegou a ser negociado a US$ 1,266, menor preço desde setembro de 2010.
Ontem, a moeda brasileira foi destaque de alta ante o dólar, em meio a percepção de firme entrada de recursos externos e movimentação de fundos do Japão e da China rumo ao Brasil.
Como o BCE deve continuar comprando papéis no mercado secundário e com provável nova oferta de liquidez, a convicção do mercado é de euro para baixo.
Vale citar a relação euro/dólar parece mais influenciada por esse ambiente de baixa do euro do que propriamente por um fortalecimento do dólar. O Fato não tem impacto direto na formação do preço do Real, mas tem influência na formação das expectativas e taxas efetivas do dólar contra outras moedas.
Para hoje, o dólar opera em leve baixa com o Euro se recuperando, apoiado nas boas notícias vindas da Europa nesta manhã. A abertura do futuro por aqui poderá ser positiva podendo trazer a força que faltou para o a vista deixar para trás os 60 mil pontos.
Dólar Futuro com suportes no 1.799,00 e 1.775,00 e resistências no 1.869,00 e 1.899,00
Nos contratos em aberto, destaque ao Institucional reduzindo a posição vendida em 4.351 para 9.163 e para o PJ Financeira, aumentando a posição vendida em 4463 para 17.333.
Bradesco Corretora














