Braga Netto: se a economia não voltar, vai ter gente morrendo de fome

Sobre a demora para liberação de recursos para o combate ao coronavírus, general reclamou da burocracia.

Política / 13:59 - 22 de mai de 2020

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Ao fazer hoje relato detalhado das ações do Governo Federal nos últimos 60 dias para o combate ao coronavírus à Comissão Mista do Congresso Nacional sobre Covid-19, o ministro-chefe da Casa Civil, general Braga Netto, destacou o auxílio emergencial de R$ 600, que está sendo pago pelo Governo Federal e disse que os recursos são finitos e que a economia precisa voltar sob pena de um caos social.

"O recurso é finito. Quando terminar o recurso, e não tem como continuar por muito tempo, a economia tem que voltar e aí nós precisamos do apoio dos senhores, porque se a economia não voltar, nós vamos ter gente morrendo de fome e vamos ter caos social, de desabastecimento e tudo mais", avaliou.

Braga Netto acrescentou que o número de solicitações de benefícios de seguro-desemprego subiu até o momento "apenas 9,6 %". Para o ministro, isso indica que a situação ainda está sob controle, apesar de já ser alto. O chefe da Casa Civil disse ainda que, por enquanto, por causa das ações do governo, a população e o abastecimento no país estão tranquilos, "mas o governo está se desdobrando para manter esse nível de emprego e de abastecimento".

Questionado sobre as dificuldades das micro e pequenas empresas de tomarem crédito em condições especiais, o ministro afirmou que uma nova Medida Provisória, para retirar as travas para que o crédito efetivamente chegue às micro e pequenas empresas está prestes a ser editada pelo governo. A expectativa é de que essa MP, somada à Lei 13.999/2020, recentemente sancionada, consiga aumentar a efetividade do credito que chega às micro e pequenas empresas. O texto sancionado cria linha de crédito com juros mais baixos para micro e pequenos empresários no enfrentamento da crise econômica causada pela pandemia. Os financiamentos serão concedidos por Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia, com recursos dos Fundos Constitucionais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Cobrado sobre a demora para liberação de recursos e distribuição de insumos para o combate ao coronavírus, por parte do Governo Federal para estados e municípios, Braga Netto reclamou da burocracia.

"Um gestor da Esplanada dos Ministérios para fazer um gasto e não ter o CPF bloqueado ou responder ao Tribunal de Contas e a todos os órgãos de controle, tem que tomar uma série de medidas que dificultam a execução desses recursos."

 

Agência Brasil

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