Brancos ganharam 73,3% mais do que pretos ou pardos em 2020

De Temer a Bolsonaro, população ocupada caiu 4,1 milhões e a subocupada aumentou 1,1 milhão.

De acordo com a Síntese dos Indicadores Sociais, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a população ocupada branca (R$ 3.056) teve rendimento médio real do trabalho, em média, 73,3% maior que o da população preta ou parda (R$ 1.764) em 2020. Os homens (R$ 2.608) ganharam 28,1% mais do que as mulheres (R$ 2.037).

Os rendimentos médios do trabalho principal das pessoas ocupadas no Norte e no Nordeste foram 74,4% e 71% da média nacional (R$ 2.372), respectivamente. Piauí (R$ 1.311) e Maranhão (R$ 1.376) tiveram os menores rendimentos médios entre as unidades da federação. Já os maiores estavam no Distrito Federal (R$ 4.144) e em São Paulo (R$ 3.013).

A taxa composta de subutilização, segundo o estudo, passou de 24,4%, em 2019, para o ponto mais alto da série em 2020: 28,3%, o que representava 31,7 milhões de pessoas. Embora tenha sido notada uma redução dos subocupados por insuficiência de horas em relação a 2019, esse contingente (6,1 milhões) permaneceu acima de 7% da população ocupada. A comparação entre os dois extremos da série disponível (2016-2020) mostra que, enquanto a população ocupada reduziu 4,1 milhões de pessoas, a população subocupada aumentou 1,1 milhão.

As mulheres representavam, em 2020, 41,7% da população ocupada, mas 52,4% da população subocupada por insuficiência de horas. Pretos ou pardos eram 53,5% dos ocupados, porém 64,5% dos subocupados. Trabalhadores sem instrução ou com o ensino fundamental incompleto eram 21,6% do primeiro grupo, mas 31,5% do segundo.

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