Brasil: 400 mil mortos e 14,4 milhões de desempregados

Em evento com executivas, nesta sexta-feira, em São Paulo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou: “Somos o único país do mundo que está fazendo as reformas estruturantes ao mesmo tempo em que está combatendo a pandemia.”

Talvez a oportunidade de “passar a boiada”, como disse o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, na reunião ministerial em abril do ano passado, tenha rendido bons negócios, mas não significou melhora para a economia brasileira.

Na quinta-feira, o Brasil ultrapassou a marca de 400 mil mortos. Nesta sexta-feira, o IBGE divulgou taxa de desemprego atingiu 14,4% e igualou o recorde do trimestre junho a agosto de 2020.

O número de desempregados no Brasil foi estimado em 14,4 milhões no trimestre encerrado em fevereiro, o maior contingente desde 2012, início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. São 400 mil pessoas desocupadas a mais frente ao trimestre anterior.

“Embora haja a estabilidade na taxa de ocupação, já é possível notar uma pressão maior com 14,4 milhões de pessoas procurando trabalho. Não houve, nesse trimestre, uma geração significativa de postos de trabalho”, afirmou Adriana Beringuy, analista da pesquisa do IBGE.

Na comparação com o mesmo trimestre de 2020, o contingente de pessoas ocupadas apresentou queda de 8,3%, representando destruição de 7,8 milhões de postos de trabalho.

“O trimestre volta a repetir a preponderância do trabalho informal, reforçando movimentos que já vimos em outras divulgações – a importância do trabalhador por conta própria para a manutenção da ocupação”, comenta a especialista.

A estabilidade do contingente de pessoas ocupadas – aproximadamente 85,9 milhões no trimestre encerrado em fevereiro de 2021 – é decorrente da informalidade, com o crescimento dos trabalhadores por conta própria.

A queda no número de pessoas que perderam emprego com carteira assinada contrasta com os números do Cage, divulgados pela Secretaria do Trabalho. Na pesquisa do IBGE, 3,9 milhões de postos de trabalho para empregados no setor privado formal foram extintos em um ano.

A massa de rendimento real habitual ficou estável na comparação com o trimestre anterior, sendo estimada em R$ 211,2 bilhões de reais. Já na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a queda de 7,4% representa uma redução de R$ 16,8 bilhões na massa de rendimentos.

Artigos Relacionados

Brasil volta a defender quebra de patente

Um dia após declarar na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia que “sou contra a quebra de patente”, como forma de flexibilização de...

De olho na Eletrobras, setor privado não investe

Ação da estatal vale quase metade do que valia há 11 anos.

Cade quer adiar nova política de privacidade do WhatsApp

Órgãos públicos defendem, por exemplo, que os usuários não sejam proibidos de usar determinados recursos caso decidam não aderir à nova política.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

Estado do Rio registra 68,8 mil novos MEIs

Alimentação fora do lar foi o segmento com mais abertura de empresas, com 10,4 mil novos microempreendedores.

Volume de vendas do varejo restrito regrediu em março

'Recuo foi acima do esperado por nós (-3,4%) e pelo mercado (-5,1%)', diz Felipe Sichel.

Quase 80% não trabalham totalmente remoto na pandemia

Segundo levantamento sobre adaptação ao modelo de teletrabalho, 49,7% dos entrevistados estiveram na empresa semanalmente.

Tunísia pretende exportar 80 mil toneladas de frutas

País produz pêssegos, nectarinas, damasco, ameixa e estima aumento de 7% na safra de frutas em 2021; grandes importadores são Líbia, França e Itália.

Rio acaba com toque de recolher

Novas medidas têm validade até o dia 20 de maio; medidas podem ser revistas.