Brasil à frente do G20 traz ascensão de países periféricos

Para William Gonçalves, o Brasil à frente do G20 reflete importância dos países periféricos após a crise global de 2008

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lula e narendra modi apertam as mãos na reunião do g20 na índia
Lula e Narendra Modi na reunião do G20 na índia (foto de ricardo Stuckert, PR)

Nesta sexta-feira, o Brasil assume a presidência do G20. Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é de extrema importância que os líderes das 20 maiores nações abordem temas como a mudança da governança global, o combate à pobreza e às mudanças climáticas. Os objetivos do Brasil à frente do G20 foram descritos pelo presidente Lula e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante a reunião de instalação da Comissão Nacional do G20 no dia 23 de novembro.

Para eles, os três aspectos estão interligados e a solução passará por uma recolocação do Brasil no cenário geopolítico internacional, com a nação liderando um processo de “reglobalização sustentável”.

Em entrevista à Sputnik Brasil sobre o Brasil à frente do G20, especialistas explicaram que os objetivos do Brasil estão em sintonia com os do Grupo dos 20, fórum de cooperação econômico internacional que reúne autoridades políticas, econômicas e financeiras das 20 maiores economias do mundo além da União Africana (UA) e da União Europeia (UE).

O Brasil sucede à Índia, que ocupou a presidência do G20 do final de 2022 até esta quinta-feira (30).

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De acordo com Williams Gonçalves, doutor em Sociologia e professor titular de Relações Internacionais da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), o G20 como existe hoje ganhou bastante importância após a crise econômica de 2008 e com a ascensão de países dos países periféricos, que “passaram a reivindicar o direito de discutir determinadas questões globais”.

Ana Prestes, socióloga, analista internacional e doutora em ciência política pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ressalta que a presidência do Brasil no G20 vai ecoar o direcionamento que o governo brasileiro tem tido nas questões de relações exteriores, desde o discurso de Lula na Assembleia Geral da ONU cujo tom foi de “buscar justiça, combate à desigualdade e sustentabilidade” e o fortalecimento do Sul Global, “já foram 15 viagens internacionais”, sublinhou. “O atual governo brasileiro está perfeitamente afinado com os objetivos do G20”, resume Gonçalves.

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