Brasil abriu, em média, 12 empresas a cada minuto no semestre

Quanto à natureza jurídica, MEIs lideram; quanto ao segmento, alimentação foi o setor que mais abriu negócios: 140.808 novas empresas

464
Sob nova direção (foto de J.C.Cardoso)
Sob nova direção (foto de J.C.Cardoso)

Nos primeiros seis meses de 2023, foram criados 2.117.073 novos negócios no Brasil, uma média de 12 empreendimentos por minuto. O segmento de serviços de alimentação, que engloba atividades como bares, restaurantes, lanchonetes e food trucks, foi o que mais registrou aberturas no período – 140.808 no total, com representatividade de 6,6% e a média de 1.136 registros por dia útil. Os dados são do Indicador de Nascimento de Empresas da Serasa Experian e trouxeram, ainda, os 20 principais segmentos com mais registros no período.

Segundo o vice-presidente de Pequenas e Médias Empresas da Serasa Experian, Cleber Genero, “a criação de empreendimentos nos setores que mais cresceram mostra que a tendência de serviços ganhar o protagonismo deve continuar, principalmente, pelo baixo investimento necessário e velocidade do retorno, que pode ser mais rápido, especialmente na área da alimentação.”

Na análise macro por setores, serviços se destacou, representando 71,7% das novas empresas (mais de 1,5 milhão) e crescimento de 5,8% em relação ao período de janeiro a junho de 2022. Na representatividade frente ao total de companhias, o setor ficou bem acima do comércio (20,8%) e indústria (6,3%). O total de 2,1 milhões de novas empresas apresentou uma alta de 2,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Na visão por natureza jurídica, os microempreendedores individuais (MEIs) lideraram a participação com maior número de empreendimentos abertos no semestre (77,0%), seguido por sociedades limitadas (18,3%), empresa individual (2,6%) e demais (2,1%).

Espaço Publicitáriocnseg

No primeiro semestre de 2023, o ranking das regiões foi liderado pelo Sudeste, que registrou a criação de 1.071.737 empresas. Em seguida ficou o Sul com 402.256 novos empreendimentos, depois o Nordeste com 334,580, o Centro-Oeste com 201.984 e o Norte com 106.516. Na visão por UFs, o Estado de São Paulo se destacou com o maior número de negócios inéditos e o Amapá com o menor. O comparativo anual revelou que Mato Grosso marcou o maior crescimento, de 10,9%.

Já o Indicador de Demanda das Empresas por Crédito, também da Serasa, apontou ter sido registrada, em agosto, uma alta de 10,1% na busca das companhias por recursos financeiros no comparativo com o mesmo mês de 2022. Esse número é o mais alto de 2023 até agora, após reações tímidas e quedas acentuadas nos meses anteriores. Na visão por porte das empresas, as micro e pequenas (MPEs) registraram o maior número desde maio de 2022 (10,2%) e ultrapassaram as grandes (9,8%).

“O número positivo pode indicar que a retração da Selic no país possa estar surgindo efeito ao dar mais fôlego para as empresas buscarem crédito no mercado. Ter recursos financeiros para ter dinheiro em caixa e pagar seus fornecedores é crucial para que os negócios existam e operem, por isso as MPEs reagiram de forma mais agressiva no período da análise”, avalia o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi.

A visão por setores das empresas mostrou que, em agosto, a variação da demanda por crédito foi mais acentuada pelos negócios de serviços (13,8%), seguidos por aqueles de comércio (6,9%), indústria (4,1%) e demais (2,6%), onde posicionam-se as companhias do segmento primário, financeiro e do terceiro setor.

Leia também:

Siga o canal \"Monitor Mercantil\" no WhatsApp:cnseg

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui