Brasil: agronegócio e commodities

Setores mais atrasados crescem na economia.

A taxa de desocupação ficou estável em 26 unidades da Federação. A única queda foi no Amapá (-3,3 pontos percentuais). As maiores taxas de desocupação foram as da Bahia (17,6%), de Pernambuco (17%) e Rio de Janeiro (14,9%); as menores, de Santa Catarina (4,5%), Mato Grosso (5,3%) e Mato Grosso do Sul (6,5%), segundo a Pnad do IBGE.

Os 10 estados com menor desemprego têm forte presença do agronegócio (além dos 3 citados acima, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul, Roraima, Goiás, Espírito Santo e Tocantins). Mas, se a agricultura pode colaborar para o emprego, não ajuda a renda média per capita do estado. Em Rondônia (desocupação de 6,8%), por exemplo, o rendimento médio domiciliar per capita era de R$ 1.023 (IBGE, 2021), enquanto no Rio de Janeiro (taxa de desocupação 2x superior) era 70% maior: R$ 1.724.

No primeiro trimestre de 2022, o rendimento médio mensal recebido pelos trabalhadores em todo o Brasil foi estimado em R$ 2.548, 8,7% menor que o do 1º trimestre do ano passado. “Na comparação com o quarto trimestre de 2021, somente as regiões Norte (R$ 1.985) e Sudeste (R$ 2.875) tiveram expansão significativa no rendimento médio. Já entre as unidades da federação, embora tenha havido uma tendência de leve aumento em boa parte delas, o único estado que realmente teve aumento estatisticamente significativo foi São Paulo (R$ 3.107)”, acrescenta a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.

Na indústria, o Brasil também revela a crescente dependência de matérias-primas. No primeiro trimestre de 2022, embora o saldo de comércio exterior da indústria de transformação brasileira tenha seguido no vermelho, como tem sido a regra desde a crise mundial de 2008/2009, houve recuo do déficit (US$ 13,5 bilhões) em relação ao mesmo período do ano anterior (-5%)”, registra o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

O destaque das exportações veio do grupo de média-baixa intensidade (+44,3%), que abriga os setores de alimentos, bebidas e fumo; madeira, papel e celulose; produtos de metal e coque e derivados de petróleo. Já na alta tecnologia, a queda ficou menor devido a maiores exportações da indústria farmacêutica e um declínio menos acentuado do setor aeronáutico.

“Mesmo caindo menos, a participação da alta tecnologia nas vendas externas da indústria de transformação brasileira teve mais um encolhimento importante. No 1º trim/22, foi de meros 2,9%, a menor fatia desde 1997 para igual período. Vale lembrar que a alta intensidade já chegou a representar cerca de 15% do total exportado pela indústria no mesmo trimestre para os anos de 2001 e 2002, isto é, de 20 anos atrás”, destaca o Iedi.

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