O Brasil, que preside o Brics em 2025, anunciou nesta segunda-feira que a Indonésia é o primeiro membro pleno a ingressar no bloco este ano. Com a quarta maior população do planeta, o país asiático possui mais de 284 milhões de habitantes e tem a 10ª maior economia em termos de paridade de poder de compra (PPC), segundo o Banco Mundial.
A expectativa é que nove países ingressem formalmente no Brics neste ano, entre eles, Cuba, Bolívia, Malásia e Tailândia, sejam como membros plenos ou como parceiros do grupo. O Brasil assumiu a presidência rotativa do bloco, por um ano, em 1º de janeiro.
Ao todo, 13 países foram convidados para participar do Brics. Espera-se ainda que Nigéria, Turquia, Argélia e Vietnã confirmem a participação.
Segundo o Itamaraty, a candidatura da Indonésia recebeu o aval do agrupamento na cúpula de Joanesburgo, em agosto de 2023, na África do Sul. Porém, somente após as eleições presidenciais da Indonésia de 2024 é que o interesse em participar do Brics foi oficializado.
A China saudou “calorosamente” a Indonésia por se tornar membro de pleno direito do Brics, disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês. O Ministério destacou que a Indonésia, como um importante país em desenvolvimento e uma grande força no Sul Global, reconhece amplamente o espírito do bloco e tem participado ativamente na cooperação Brics+, que é o bloco ampliado desde 2024.
O porta-voz chinês indicou que a entrada oficial da Indonésia no Brics serve os interesses comuns do bloco e dos países do Sul Global.
“Os países do Brics, por consenso, aprovaram a entrada da Indonésia no agrupamento, em consonância com os princípios orientadores, critérios e procedimentos da expansão do quadro de membros acordados em Joanesburgo”, explicou o Itamaraty.
“O governo brasileiro saúda o governo indonésio por seu ingresso no Brics. Detentora da maior população e da maior economia do Sudeste Asiático, a Indonésia partilha com os demais membros do grupo o apoio à reforma das instituições de governança global e contribui positivamente para o aprofundamento da cooperação do Sul Global, temas prioritários para a presidência brasileira do Brics”, informou o Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil.
Em 2024, o bloco já havia recebido cinco novos membros efetivos, chegando a dez países. Até então formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o Brics incluiu no ano passado Irã, Emirados Árabes Unidos, Egito, Etiópia e Arábia Saudita. Este último, apesar de não ter assinado a adesão ao grupo, tem participado de todos os encontros.
Com informações das agências Xinhua e Brasil