Brasil continua atraente para investidores externos

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Bons ativos e disponibilidade de crédito estão no radar de quem quer aplicar no país

Nos últimos dias muito se ouviu falar sobre o grau de desgaste que o Brasil poderá ter diante dos investidores externos em função do posicionamento do governo federal em relação a condução da pandemia do coronavírus, e da instabilidade política acentuada pelos embates constantes entre os poderes.

Nesta sexta-feira, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, jogou luz sobre o que o país tem para alavancar a economia. Na sua opinião, a responsabilidade fiscal, associada à grande quantidade de portfólios, aos bons ativos brasileiros e à disponibilidade de crédito representam um conjunto de qualidades que manterá o país atrativo para o investimento externo, mesmo em meio à crise decorrente da pandemia.

Segundo ele, 2021 será um ano de recuperação econômica forte para, em 2022, a situação ficar “ainda melhor”, em um cenário onde a taxa básica de juros estará baixa.

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Nesta sexta-feira, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) deve cair 5% neste ano. “A queda de PIB não é só no Brasil. É no mundo inteiro. Vamos continuar seguindo a linha planejada, de responsabilidade fiscal e solvência. Não haverá nenhum tipo de maluquice aqui”, disse Freitas durante uma live promovida pelo site Jota.

 

Editais

 

Segundo a agência Brasil, durante a live, Freitas reafirmou que a infraestrutura tem atraído os investidores estrangeiros, e que esse interesse é reforçado pelo fato de todos editais terem sido publicados tendo por base muitas consultas, na busca pelo formato ideal. “Não publicamos nenhum edital sem reverberação no mercado. Quando publicamos é porque já temos posição positiva”, disse. “O investidor está interessado no Brasil. Falo isso porque tenho conversado com vários deles”, completou.

Perguntado sobre se essa avaliação considerava o cenário apontado pelo Banco Central brasileiro – segundo o qual investidores teriam retirado do país cerca de R$ 34 bilhões em aplicações – Freitas disse que esse movimento foi percebido, mas que em parte ele se explica pelo fato de o juro no Brasil ter ficado barato e à necessidade de as empresas pagarem dívidas no exterior.

Tivemos um primeiro momento de retirada de dinheiro para pagar dívidas no exterior com moeda local, e tivemos, com a crise, um segundo movimento de saída de investidores de países em desenvolvimento, que são os que [em situações de crise mundial] são os que mais sofrem com isso”, disse.

Freitas disse que a retirada desse dinheiro foi percebida inclusive na pressão cambial, que acabou valorizando a cotação do dólar. Ele, no entanto, acredita que, em um prazo mais longo, a situação melhorará, com o país tendo a inflação sob controle em um cenário de juro baixo.

Temos fuga de dinheiro do Brasil, em um fenômeno que ocorre com todos países em desenvolvimento. Mas como temos muita capacidade ociosa, essa desvalorização do câmbio não está gerando inflação. Quando as atividades foram retomadas, não teremos tanta alta de preço e estaremos com juros baixos”, argumentou ao prever que o país terá “um ano de 2021 bom, e de 2022 melhor ainda”

Na avaliação do ministro, situações de crise geram oportunidades que precisam ser aproveitadas. “Crise, de certa forma, gera comoção, solidariedade e sentimento de doação. Todos querem ajudar. Com isso, temos ambiente favorável até no Congresso Nacional, para a aprovação de medidas”.

Freitas disse que o BNDES terá papel relevante no sentido de disponibilizar, de forma responsável, linhas de crédito para vários setores da economia. Segundo ele, isso já está sendo feito por meio de garantias e sindicalização, de forma a preservar caixa “para que tenhamos crédito também para a infraestrutura”.

 

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