O Brasil figura entre os 10 países com maior adoção de criptomoedas no mundo, segundo um recente relatório da Triple-A, plataforma de soluções de pagamento em criptomoedas. O estudo revela um crescimento significativo no uso de ativos digitais, destacando o país como um dos líderes globais no setor.
Segundo o relatório, o Brasil, juntamente com outros países da América Latina como a Argentina, se destaca pelos maiores índices de utilização de criptomoedas. No Brasil, 17,40% da população, ou seja, cerca de 38 milhões de pessoas, utiliza ativos digitais para diversas finalidades. Já a Argentina ocupa o quarto lugar na adoção de criptomoedas, com 18,90% de sua população (8,6 milhões de pessoas) usando ativos digitais. Esse número posiciona o país sul-americano como líder na adoção de criptomoedas na América Latina. Este fenômeno reflete o crescente interesse e a rápida integração da tecnologia blockchain.
Segundo Márlyson Silva, CEO da Transfero, “esses números reforçam, primeiro, que as populações de economias emergentes estão naturalmente mais dispostas a procurar pela inovação muito por conta do funcionamento atual dos seus sistemas financeiros. Mas, além disso, é uma estatística interessante para comprovar que cripto é muito mais do que uma modalidade de investimento. Dentro dessas quase 50 milhões de pessoas na Argentina e no Brasil, os casos de uso são os mais variados, passando de reserva de valor, investimento para retornos com a volatilidade tradicional do mercado e até mesmo alternativa para fugir de problemas como a alta inflação, no caso dos argentinos.”
Já de acordo com uma pesquisa realizada pela Foxbit Business, empresa do Grupo Foxbit, no segundo trimestre do ano, quase 80% dos 1.200 entrevistados gostariam de realizar pagamentos com criptomoedas.
Apesar do interesse, o relatório Status do Pagamento com Criptomoedas no Brasil 2024 mostra que ainda são poucos os estabelecimentos que aceitam este método. O levantamento destaca que 78% dos participantes gostariam de garantir mais utilidade às criptomoedas, a partir do pagamento por produtos e serviços. Já os outros 22%, optam por manter seus tokens como investimento somente.
No entanto, apesar do alto interesse, apenas 16% dos entrevistados já realizaram algum tipo de pagamento com criptomoedas, se deparando com estabelecimentos que aceitavam o método, contra 84% que nunca tiveram a experiência.
Ainda segundo o levantamento, 71% dos entrevistados disseram preferir realizar suas compras com criptomoedas em lojas virtuais a físicas. A pesquisa perguntou também quais criptomoedas os usuários mais gostariam de usar como forma de pagamento. Bitcoin (BTC) puxou a fila com 63%, seguido por Ethereum (ETH), com 32%, e Tether (USDT), 20%. Logo atrás, estão Ripple (XRP) e Solana (SOL), com 9% e 14%, respectivamente. A categoria “outras” representou 13%.
Para estes resultados a pesquisa contou com sete perguntas de múltipla escolha, que ficaram disponíveis na Foxbit Exchange, entre 22 de maio e 4 de junho. No total, foram utilizadas as respostas de mais de 1.225 participantes que completaram o questionário. Formulários incompletos não foram aplicados no levantamento.
Em relação ao perfil, São Paulo lidera o volume de participantes da pesquisa, com 32,7%. Em segundo lugar está o Rio de Janeiro (9,6%), seguido por Minas Gerais (8,9%). Já a idade dos participantes, a maioria possui entre 36 e 49 anos de idade (38%). Logo depois, está o público com mais de 50 anos (27%). Jovens entre 19 e 25 anos representaram apenas (9%) do levantamento.
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