Brasil é líder entre países que mais enviam ameaças de extorsão

País, entretanto, avança 53 posições e ocupa 18º lugar em ranking mundial de cibersegurança.

Relatório da Trend Micro intitulado “Fast Facts” fez uma análise do panorama mundial de ameaças cibernéticas de março de 2022, incluindo comparativo com meses anteriores. O levantamento mostra que o Brasil continua liderando o ranking de ameaças de extorsão por e-mail, incluindo os de cunho sexual, levando em consideração os endereços de IP únicos. Outros dois países da América do Sul figuram na lista dos 10 principais disseminadores desse tipo de crime digital: Argentina e Peru.

A tendência de alta no número de ataques cibernéticos permaneceu em março, com o bloqueio total de 11,2 bilhões de ameaças, sendo 7 bilhões, 124 milhões por e-mail (63% das ameaças detectadas). Em 2021, a Trend Micro bloqueou 94,2 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos, um aumento de 42% em relação a 2020. Deste total, quase 70 bilhões de ameaças ocorreram via e-mail.

Os EUA (31,2%) continuam sendo o principal alvo desse tipo de ataque, com a China (9,7%) em segundo lugar. O Reino Unido (6,1%) é o terceiro colocado seguido pelo Japão (5,5%) e Índia (5,1%)

Os ataques de ransomware dobraram em março, saltando de cerca de 1,2 milhão em fevereiro para quase 2,5 milhões, preocupando os analistas de segurança. As grandes empresas continuam sendo o alvo preferido dos atacantes, mas o Japão (20,6%) tomou o primeiro lugar dos EUA (13,1%). México (8,2%), Turquia (6,4%) e Índia (4,4%) também estão na mira dos cibercriminosos. Em 2021, foram identificados, ao todo, 14 milhões de ataques ransomware em todo o mundo.

Analisando a atividade das principais famílias de malware, o Emotet teve destaque em março, com vítimas em toda parte do mundo, liderando no Japão, Reino Unido e Itália, e ocupando a quarta posição nos EUA.

Os criminosos cibernéticos continuam selecionando cuidadosamente os alvos, para obter o maior ganho monetário possível realizando o menor número de ataques. Na comparação mensal, a indústria foi o setor mais alvejado em março, desbancando a área governamental. Saúde e educação também permanecem na lista prioritária, tendo o setor financeiro firme na quinta posição.

A Trend Micro continua monitorando as ameaças relacionadas ao tema Covid-19, usando como base as palavras-chave. Após o pico no segundo trimestre de 2021, foi notado um crescimento significativo em janeiro deste ano, com 959 mil registros. Porém, a partir daí, os ataques caíram significativamente, com 552 milhões de casos em fevereiro e cerca de 470 milhões em março.

A maior parte das ameaças relacionadas ao tema Covid-19 chega por e-mail (446 milhões), seguida pelas URLs maliciosas (quase 14 milhões). Ainda assim, a engenharia social, com e-mails e sites de phishing (9,8 milhões), é uma tática importante para os invasores. Não houve alteração no cenário de países mais atingidos, com a maior parte das ocorrências de março registradas nos EUA e na Alemanha.

Dados divulgados da União Internacional de Telecomunicações, agência ligada às Nações Unidas, revelam que o Brasil avançou no aspecto da segurança de dados. O país, que antes ocupava a 71ª colocação, hoje está no 18º lugar do ranking, em análise feita com 194 países.

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