Brasil e México são campeões em trojans e malwares bancários

Android teve crescimento de 8% nas detecções; país aparece como um dos principais alvos, com o índice de 9,8%.

A América Latina é um dos maiores alvos de trojans e malwares bancários. Neste cenário, Brasil e México se apresentam como os principais países visados pelos cibercriminosos para roubar credenciais de usuários. É o que aponta relatório da Eset intitulado “Eset Threat Report 2022”. Segundo o estudo, Grandoreiro, considerado um dos trojans bancários mais ativos da região, adicionou mais de 900 novos alvos ao seu portfólio, entre eles exchanges de criptomoedas e jogos NFT.

A pesquisa também destaca a descoberta de novos malwares bancários para Android ou novos vetores de distribuição, como o Sharkbot que se disfarça como aplicativos de segurança no Google Play Store encontrado pela Check Point, e as novas campanhas de FluBot e TeaBot, que conseguem roubar dados por meio de mensagens SMS que perguntam “É você nesse vídeo?”, identificadas pela Bitdefender. Além disso, os pesquisadores da Threat Fabric analisaram o Medusa, que iniciou um esquema de distribuição usando o mesmo esquema de roubo de informações pessoais utilizado pelo FluBot. Todas estas ameaças são detectadas como variantes do trojan Android/TrojanDropper.Agent. Países com as maiores detecções são Brasil, México, Turquia, Argentina e Ucrânia.

O relatório também fez um levantamento das detecções para macOS e, para este sistema, não foram encontrados números expressivos na América Latina. Em contrapartida, os EUA lideram o ranking com 21,6% das detecções, seguido pelo Japão (12,8%), Reino Unido (7,2%), África do Sul (5,9%) e França (5 %). Já a categoria Android contou com um crescimento de 8% nas detecções, de acordo com as análises de visão global. O Brasil aparece como um dos principais alvos, com o índice de 9,8%.

As subcategorias trojans Android SMS e Android Spyware cresceram exponencialmente em 145% e a segunda em 170%, respectivamente. Mesmo com as detecções diminuindo 10,2% neste primeiro trimestre, HiddenApps, conhecidos como aplicativos enganosos que ocultam seus próprios ícones, continuaram a ser o tipo de ameaça Android predominante. Outra categoria do Android que sofreu uma diminuição nos números de detecção é Adware (-11%), continuando a tendência iniciada no terceiro trimestre de 2021.

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