Brasil é o país da AL com maior número de bilionários

Colômbia e Peru ficaram em segundo e terceiro lugar; Equador em último numa lista de sete.

Conjuntura / 11:25 - 15 de jan de 2020

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Estudo da plataforma Cuponation compilou dados sobre as regiões mais ricas do mundo e quantas pessoas são consideradas bilionárias.

Recentemente o site Fatos Desconhecidos publicou o ranking dos países mais ricos da América Latina, no qual o Brasil ficou em primeiro lugar como a maior potência.

A pesquisa, que teve base no Produto Interno Bruto, na renda per capita e nas áreas mais lucrativas do setor econômico dessas nações, colocou a Colômbia e o Peru em segundo e terceiro lugar, respectivamente, enquanto o Equador ficou em último lugar da lista de sete países.

Tanto o Brasil como todos os demais países da América Latina estão bem longe de apresentar um número grande de indivíduos ricos, quanto mais bilionários. Segundo o Statista, portal online de estatísticas, a América Latina inteira possuía apenas 4.460 pessoas com patrimônio líquido muito alto em 2019, ficando em quinto lugar no ranking do levantamento realizado de acordo com as regiões mundiais.

Em contrapartida, a América do Norte apresentou o número de 84.084 cidadãos para a condição pesquisada, ocupando a primeira posição. A África ficou com a última colocação, com apenas 804 indivíduos nesta situação de patrimônio.

Todavia, apesar de a América do Norte ter tantas pessoas com tamanha riqueza, poucas destas chegam a ser bilionárias. O Statista até realizou outro estudo - desta vez mais específico - no qual a América Latina, em conjunto com o Caribe, ficou mais uma vez em quinto lugar, totalizando somente 142 pessoas consideradas bilionárias.

Neste caso, a Europa reina na primeira posição do ranking, com 792 cidadãos com grande fortuna. Na ponta oposta temos o Pacífico, que localiza-se no último lugar da lista, com 30 pessoas mais abastadas.

Outro estudo, da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), apontou que em 2020, 49% dos brasileiros estabeleceram "poupar dinheiro" como sua principal meta financeira. É o segundo ano consecutivo em que guardar dinheiro aparece como prioridade.

"Mesmo com a melhora econômica de 2019, a população ainda está abalada pela crise dos anos anteriores. Por quase 10 anos, o reajuste dos salários e do imposto de renda não acompanharam a inflação. Além disso, há um medo generalizado de ficar sem emprego", explica o coordenador do curso de Gestão Financeira do Centro Universitário Internacional Uninter, Daniel Cavagnari.

Segundo o professor, a sensação de perda de dinheiro por longos períodos é que motiva a população a poupar e a repensar o orçamento familiar. Em 2019, 78% dos consumidores já tinham realizado cortes de gastos, principalmente nas refeições fora de casa (46%).

Para aqueles que desejam terminar 2020 com mais dinheiro no bolso, a solução resume-se em três áreas: reduzir gastos, planejar-se financeiramente e investir a renda extra.

Para cortar gastos, o professor orienta a analisar o valor de cada produto. "Se você quer manter seu poder de compra, não pode permitir que o vendedor sobrevalorize o produto. Em outras palavras, se está caro, não compre", defende.

Quanto ao planejamento, Cavagnari ressalta a importância de colocar no papel todas as rendas e gastos, sejam fixos ou variáveis. Para quem vive em família, o processo deve ser feito em conjunto. "Pode-se usar um bloco de papel ou, preferencialmente, em uma planilha eletrônica. Existem também aplicativos que auxiliam no planejamento", diz.

Com o dinheiro extra garantido, o professor recomenda analisar as opções de investimento: poupança, renda fixa, Tesouro Direto, fintechs e até mesmo ações. "Dinheiro parado na conta se desvaloriza com o tempo, além de nos tentar a gastar com futilidades. Para poupar efetivamente, é inevitável investir", pontua.

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