Brasil e Paraguai ainda não chegam a conclusão sobre tarifa de Itaipu

Resposta de Bolsonaro pode ser dada antes do dia 13 de dezembro.

O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Euclides Acevedo, disse nesta quinta-feira, que o governo brasileiro deve responder à proposta do Paraguai sobre a tarifa de Itaipu antes da próxima reunião entre os líderes dos dois países, prevista para 13 de dezembro.

O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, planeja se encontrar com Jair Bolsonaro no próximo dia 13, como parte dos trabalhos na ponte que ligará Puerto Murtinho (Brasil) e Carmelo Peralta (Paraguai).

Como Acevedo garantiu, o Brasil deveria responder, antes da próxima reunião, sobre a proposta do Paraguai de manter a tarifa de energia de Itaipu, uma vez que toda a dívida tenha sido paga. “Ambos os líderes se encontrarão novamente e lá teremos uma resposta oficial do Brasil. Nossa proposta é racional, caso eles permaneçam em uma posição que não nos convém, veremos outras alternativas à negociação”, descreveu.

Acevedo havia explicado que as autoridades brasileiras tomaram nota da proposta do Paraguai, mas houve relutância por parte de Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia do Brasil. “Se o Brasil bloquear, o que seria o pior cenário, colocaríamos outro padrão, que faz parte de qualquer negociação”, disse Acevedo.

O chefe do Ministério das Relações Exteriores indicou que Abdo Benítez, explicou aos brasileiros que a proposta do Paraguai é razoável e solidária.

Acevedo disse que, no caso de o Brasil insistir na redução da tarifa de energia, seria proposto que o Paraguai vendesse diretamente sua energia excedente. Ele esclareceu que outras alternativas são usadas.

O chanceler garantiu que o Paraguai deve negociar com o Brasil nas mesmas condições e não com um complexo de inferioridade diante do Brasil, uma vez que ambos têm “os mesmos neurônios”.

Depois de se reunir na quarta-feira passada com Bolsonaro, o presidente paraguaio confirmou que eles falavam sobre a revisão do anexo C de Itaipu, mas sem progresso. Da mesma forma, nenhum acordo foi anunciado e sabe-se que até agora os números não foram fechados em nível técnico.

Por enquanto, o Paraguai insiste na posição de manter a taxa de 2020 e 2021 de US$ 22,60 por kW de energia mensal contratada, para aproveitar os recursos que isso gera no fortalecimento da infraestrutura elétrica; enquanto o Brasil argumenta que deve cumprir o Anexo C do Tratado e estabelecer que a taxa cai para US$ 18 kW por mês, uma vez que a dívida para a construção da usina hidrelétrica será reduzida e, consequentemente, a taxa deverá cair.

Da Redação com informações do Última Hora

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