BRASIL FERROVIAS

Fundos venderão controle
Grande interesse também estimula BNDES a vender 48,6% do capital da empresa
Os fundos de pensão Previ e Funcef esperam uma grande concorrência pela fatia que detêm na Brasil Ferrovias, holding que controla a Ferronorte e a Ferroban. As duas ferrovias são consideradas uma das principais malha de escoamento da produção agrícola do país, já que seus trilhos atravessam os Estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo e chegam ao Porto de Santos. As fundações têm juntas cerca de 50% do capital da empresa.
Além da Previ e da Funcef, outro sócio, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), também está disposto a vender sua fatia de 48,6% no capital da concessionária. “Percebemos que há um número razoável de interessados nos procurando”, revelou o presidente da Previ, Sérgio Rosa, durante o 26.º Congresso Brasileiro de Fundos de Pensão, em Porto Alegre (RS).
Segundo ele, o interesse é um sinal positivo da reestruturação feita na empresa. No mercado, comenta-se que entre os interessados estariam a ALL, MRS, Companhia Vale do Rio Doce, Mitsui, Votorantim e a Mitsubishi. A Angra Partners foi contratada pelos fundos para buscar interessados no negócios e estruturar a venda do ativo.
O presidente da Funcef, Guilherme Lacerda, explicou que a decisão de vender parte das ações das fundações na Brasil Ferrovias já estava prevista no processo de reestruturação da empresa. Com a venda, as fundações esperam recuperar parte dos recursos aplicados na companhia desde 1997, que, atualizados, giram em torno de R$ 700 milhões.
“Quando recebemos a empresa, ela estava à beira da falência”, ressaltou Lacerda, acrescentando que a decisão de fazer a reestruturação com aporte de recursos foi tomada porque os custos de devolver a concessão seriam ainda maiores.
Em maio, os sócios promoveram um processo de restruturação da Brasil Ferrovias, que envolveu um aporte superior a R$ 1 bilhão. Lacerda revelou que a intenção dos fundos é permanecer com uma fatia do capital da Brasil Ferrovias, que este ano irá faturar cerca de R$ 800 milhões. “Estamos convencidos de que ela é uma boa empresa, com excelente potencial”, disse. Lacerda explicou que o plano de negócios da Brasil Ferrovias prevê que ela saia do vermelho já no final de 2006.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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