Brasil foi o 16º pior do mundo em desemprego em 2020

Resposta à pandemia, com alto número de mortes, implicou mais perdas no trabalho.

O Brasil teve queda na ocupação mais intensa do que 53 de 64 países analisados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) entre os três últimos trimestres de 2019 e de 2020. O impacto da pandemia no trabalho foi analisado em nota técnica preliminar de autoria do assessor especializado da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Marcos Hecksher.

O estudo de Hecksher aponta que o nível de ocupação nos três últimos trimestres de 2019 e de 2020 foi o 16º pior do mundo. Se piorou com a pandemia, o Brasil já vinha ruim antes dela. Em 2019, entre os 64 países analisados, o Brasil tinha o 25º pior nível de ocupação.

Quanto a mortes, o Brasil registrou, em proporção de sua população total, mais óbitos por Covid-19 em 2020 do que 159 de 179 países com dados compilados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Quando a comparação desses registros é ajustada à distribuição populacional por faixa etária e sexo em cada país, o resultado brasileiro é o 10º pior entre os 179 países.

O risco de morrer de Covid-19 no Brasil foi 3,6 vezes maior que a média mundial. “Nos períodos analisados, o Brasil e outros países latino-americanos estão entre os mais atingidos do mundo em perdas de vidas e de empregos. Países da Oceania, da Ásia e da Escandinávia figuram entre os menos atingidos nas duas dimensões em 2020”, afirmou o pesquisador.

Hecksher, em entrevista à FGV, afirmou que o resultado não chega a ser surpreendente. “No início da pandemia, economistas analisaram em paper a evolução econômica em diferentes cidades norte-americanas durante a Gripe Espanhola e já identificavam que as que foram mais estritas em seu fechamento tiveram uma evolução econômica melhor e mais sustentável depois da pandemia”, diz.

Ele lembrou o caso da Suécia na atual crise. “No início da pandemia, o país foi mencionado como exemplo a se seguir, de resposta inteligente, mais flexível, poupadora de emprego”, cita. No balanço de 2020, entretanto, o país havia registrado quase cinco vezes mais mortos que os demais países nórdicos e uma taxa de desemprego ligeiramente mais alta. “No final, é o medo de contágio que determina a resposta econômica”, disse.

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