O Brasil conseguiu um saldo positivo de 190.366 postos de trabalho com carteira assinada, em outubro último. O resultado se deve as 1.941.281 admissões e 1.750.915 demissões no mês, com a maioria dos empregos formais criados principalmente no setor de Serviços (109.939) e no Comércio (49.647). As informações do Novo Caged foram divulgadas, nesta terça-feira, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
De acordo com o Novo Caged, no acumulado do ano, o total de vagas geradas chegou a 1.784.695 postos de trabalho, ficando positivo nos cinco grandes grupamentos econômicos e nas 27 Unidades da Federação.
O número representa uma queda de 23% em relação ao mesmo período de 2022, quando foram criados 2,32 milhões de empregos formais. Os 190.366 postos de trabalho criados no mês passado representaram um aumento de 18,8% face a outubro de 2022.
Ao final de outubro de 2023, o Brasil tinha um saldo de 44,22 milhões de empregos formais, o maior número da série histórica.


O Caged informa ainda que o maior aumento do emprego formal em outubro ocorreu no setor de Serviços, com um saldo de 109.939 postos, com destaque para Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que teve saldo positivo de 65.128 empregos.
A segunda maior geração ocorreu no Comércio, com 49.647 postos de trabalho gerados no mês, principalmente no comércio varejista de mercadorias, com predominância para de supermercados (+6.307 e Hipermercados (+1.925), além dos artigos de vestuário +5.026).
Setor industrial teve a 3ª maior alta
A Indústria teve o terceiro maior crescimento do emprego no mês, com saldo positivo de 20.954 postos, com destaque para o setor de fabricação de açúcar em bruto (+1.500) e fabricação de móveis, com saldo de +1.330. A Construção Civil teve saldo positivo de 11.480 empregos e a Agropecuária, o único setor que gerou saldo negativo, perdeu 1.656 empregos no mês, decorrente da desmobilização do café (-2.850), do cultivo de alho (-1.677), cultivo de batata-inglesa (-1.233) e de cebola (-1.138) que superaram o aumento nas atividades de Produção de Sementes (+4.088).


Entre os estados, de acordo com o Caged, as Unidades da Federação com maior saldo foram São Paulo, com geração de 69.442 postos (+0,5%), em sua maioria no setor de serviços (+44.112); no Rio de Janeiro, geração de 18.803 postos (+0,5%) e Paraná, com saldo positivo de 14.945 postos (+0,5%).
Acumulado do ano
Foram gerados no Brasil 1.784.695 postos de trabalho, no acumulado de janeiro até outubro. O resultado é positivo nos cinco grandes grupamentos econômicos e nas 27 Unidades da Federação, segundo o Caged.
As Unidades da Federação com maior saldo no acumulado de 2023 foram São Paulo, com geração de 502.193 postos formais (+3,8%), Minas Gerais, com 187.485 novos postos (+4,2%) e Rio de Janeiro, que gerou 141.981 vagas formais (+4,2%).
O maior crescimento do emprego formal no acumulado do ano ocorreu no setor de Serviços, que gerou 976.511 postos de trabalho até outubro (54,4% do saldo), com destaque para as atividades de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (+355.869), e para as atividades de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (312.552).


Segundo o MTE, a Construção Civil gerou 253.876 postos, especialmente nas obras de infraestrutura (86.099) e a indústria apresentou um saldo positivo de 251.11 postos de trabalho no ano, com destaque para a fabricação de produtos alimentícios (+81.523).
O Comércio também foi positivo, com geração de 193.526 postos de trabalho, principalmente em supermercados (17.491), minimercados (12.207) e produtos farmacêuticos (12.684) e a Agropecuária gerou 109.698 postos, com destaques para os cultivos de soja (15.870), cana-de-açúcar (15.475) e laranja (7.949).
Em outubro, o saldo ficou positivo para as mulheres, geração de 90.696 postos e para também para os homens (99.671). Para os pardos, a geração foi de 110.240, para brancos (64.660), pretos (22.300), amarelos (15.395) e indígenas (652). No que se refere às Pessoas com Deficiência, o saldo positivo foi de 1.699 postos de trabalho no mês.
Matéria atualizada às 19h27 para inclusão de comparativo com 2022.
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