Brasil lidera inclusão a serviços financeiros online

Mais de 3/4 da população conectada têm acesso digital a bancos; mercado de meios de pagamento atinge a cifra de R$ 2,65 trilhões.

Relatório da Comscore intitulado “Panorama Digital dos Serviços Financeiros” indica que as mudanças nos hábitos de consumo da sociedade vividas nos últimos dois anos também tiveram impacto no uso dos serviços financeiros na América Latina. Em 2021, os acessos a domínios de internet banking atingiram uma grande audiência, chegando a 200 mil visitantes únicos em janeiro de 2022.

Foi a categoria mais acessada na região no último ano em relação a outros serviços, como meios de pagamento, orientação financeira, taxas, investimentos e seguros. No Brasil, o alcance dos domínios digitais dos bancos é o mais expressivo em toda a região e atinge 77,3% da população conectada. No Chile, essa taxa chega a 66,3% e, na Argentina, o alcance é 65,4%.

O país também lidera a audiência a serviços digitais de bancos, fintechs e meios de pagamento na região. Neste sentido, a análise da Comscore indica que as cinco instituições com maior alcance no Brasil são Caixa, Nubank, Itaú, PicPay e Banco do Brasil. Além disso, seguindo a tendência geral da preferência mobile, 92% dos brasileiros acessam os serviços financeiros via celulares e dispositivos móveis.

“De maneira geral, apesar da tendência norte-americana de consumo digital via multiplataformas, o consumo em dispositivos móveis ainda predomina nos países na América Latina. Na região, o Brasil não apenas é o país com a maior população digital, mas também é onde os consumidores passam mais tempo conectados aos celulares – nove em cada 10 pessoas que consomem os conteúdos digitais o fazem por meio do celular, o que representa um crescimento de 6% entre janeiro 2020 e janeiro de 2022”, destaca Ingrid Veronesi, diretora sênior da Comscore para Brasil.

Na área de investimentos, o Brasil somou 14 mil usuários em fevereiro de 2022, e o Binance.com (serviço destinado ao ecossistema de criptomoedas), foi o domínio mais acessado em relação a esse tema no país. A quantidade de visitas ao site foi ascendente em 2021, com pico de audiência em julho de 2021, quando atingiu quase 4 mil acessos únicos. Em relação ao perfil dos usuários, a análise registrou, ainda, que os consumidores que acessam serviços financeiros online compartilham a audiência com os setores imobiliário (80,4%), automotivo (68,6%), de viagem (67,6%), do governo (63%), de varejo (57,9%) e de tecnologia (56%).

O investimento em ações publicitárias em 2021 na área de finanças, bancos e cartões de crédito se mostrou expressivo em toda a região. O Brasil se destaca entre os países com o montante mais alto, acumulando mais de US$ 58,7 milhões investidos. Na sequência, estão México (US$ 23,4 milhões), Argentina (US$ 5 milhões) e Chile (US$ 3,5 milhões).

Nas redes sociais, as publicações patrocinadas têm se estabelecido gradualmente na América Latina registrando crescimento em todos os países nos últimos anos. No Brasil, esse tipo de conteúdo representava 3,8% do total de posts em 2018, já em 2021 representaram 5,2% das publicações. Nos demais países, essa taxa dobrou entre esses quatro anos.

Entre as plataformas, o Facebook concentra a maior audiência (85,3%) e números de ações (61,8%) sobre o tema finanças. Já os conteúdos sobre esse assunto são bem distribuídos entre as redes, Facebook soma 31,8% das publicações, Instagram lidera com 34,6%, e o Twitter contabiliza 33,5% do total de posts.

Além disso, em 2021, o setor de cartões encerrou o ano com crescimento de 33,1% e o valor transacionado foi de estarrecedores R$ 2,65 trilhões. Além disso, a economia brasileira está se tornando cada vez mais digitalizada: as compras remotas com cartão (crédito, débito e pré-pago) subiram 30,8% de 2020 para 2021, movimentando um total de R$ 569,7 bilhões. Os dados são da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

Na avaliação de Giancarllo Melito, sócio do Barcellos Tucunduva Advogados, o volume de negócios também se reflete na explosão do número de empresas solicitando a autorização para atuarem no mercado.

“Atualmente, temos mais de 50 pedidos de autorização de funcionamento perante o Banco Central”, diz.

De acordo com o especialista, existem inúmeras regras que devem ser seguidas pelas empresas que desejam se tornar uma IP, estabelecidas pelo Banco Central.

“Em linhas gerais, é importante demonstrar a capacidade econômica da empresa, a origem lícita de recursos e a idoneidade dos sócios, em especial dos controladores, e a sustentabilidade do negócio”, afirma Melito.

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