Brasil tem 63,4 milhões de inadimplentes e dívidas chegam a R$ 253 bi

Bancos e cartões de crédito encabeçam ranking das contas responsáveis pela inadimplência.

O “Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas no Brasil” de outubro registrou a maior alta do ano. Com 63,4 milhões de brasileiros inadimplentes, o número é o maior desde julho do ano passado, época em que a situação de inadimplência chegou a afetar 63,5 milhões de brasileiros.

De acordo com o estudo mensal, o número de dívidas totais no Brasil registrou alta de 2,31% em relação ao mês anterior, totalizando 213.268 milhões de contas.

O valor das dívidas também está mais alto: com crescimento de 3,37% no valor total em relação a setembro, essas contas somam R$ 253,65 bilhões, uma média de R$ 4.000,61 por pessoa e R$ 1.189,38 por dívida.

O segmento de bancos e cartões de crédito segue liderando o ranking das contas responsáveis pela inadimplência, representando 28,70% do total. Na sequência, aparecem as dívidas de utilities (tarifas básicas, como água e luz) com 23,5%. O varejo responde por 13%.

O Sudeste (28.577.461) e o Nordeste (15.665.620) concentram o maior número de pessoas negativadas do país. No recorte por Estado, São Paulo, Rio, Minas Gerais, Bahia e Paraná concentram o maior número de inadimplentes – mas também, são os lugares com maior volume de dívidas negociadas no Serasa Limpa Nome.

Para Aline Maciel, gerente do Serasa Limpa Nome, apesar da alta do número de inadimplentes, a busca por oportunidades de negociação também aumentou. “Para muitos brasileiros, o primeiro passo para o recomeço é estar com o nome limpo”, comenta a especialista. “E esse é o melhor momento do ano para renegociar sob condições diferenciadas, já que até 6 de dezembro se realiza o Feirão Limpa Nome, que com descontos de até 99% já possibilitou mais de 3,6 milhões de acordos”, complementa.

Leia também:

Preços ao consumidor continuam subindo e já acumulam alta de 9,89%

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigos Relacionados

BNDES: R$ 6,9 bi para construção da linha 6 do metrô de SP

Total previsto de R$ 17 bilhões financiados por um consórcio de 11 bancos

Economia prepara projeto para abrir fundos de pensão ao mercado

Em jogo, patrimônio de R$ 1 trilhão acumulado pelos fundos fechados de previdência.

Preços dos alimentos caem em julho mas ainda estão 13,1% acima de 2021

Óleos vegetais e cereais contribuíram para redução.

Últimas Notícias

BNDES: R$ 6,9 bi para construção da linha 6 do metrô de SP

Total previsto de R$ 17 bilhões financiados por um consórcio de 11 bancos

Área de oncologia movimenta R$ 50 bilhões no Brasil

Cerca de 625 mil novos casos de câncer são diagnosticados por ano

Títulos públicos prefixados: maiores rentabilidades de julho

Destaque ficou com os prefixados de vencimentos mais longos, representados pelo IRF-M1+

Economia prepara projeto para abrir fundos de pensão ao mercado

Em jogo, patrimônio de R$ 1 trilhão acumulado pelos fundos fechados de previdência.