Brasil tenta ampliar diálogo com a UE

Debate da recuperação econômica nas duas regiões e discussão sobre as perspectivas das políticas fiscais

Representantes do Ministério da Economia e do Banco Central do Brasil realizaram na quinta-feira (19) o 9º Diálogo Macroeconômico Brasil–União Europeia (UE), em videoconferência com autoridades e técnicos do bloco de países europeus. “Os dois grupos debateram a recuperação econômica nas duas regiões e discutiram as perspectivas das políticas fiscais da UE e do Brasil, em meio a um cenário internacional adverso”, destacou site do Ministério da Economia nesta sexta-feira.

O evento contribuiu para reforçar os laços de cooperação e amizade entre a União Europeia e o Brasil”, avaliou o secretário especial adjunto de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, João Luís Rossi, após a reunião. “Os dois lados expressaram perspectivas positivas quanto ao processo de acessão do Brasil à OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), sobre a confiança mútua e a recuperação sustentável das economias”, acrescentou.

As conversas abordaram os efeitos da invasão russa na Ucrânia. Nesse contexto, as apresentações brasileiras trataram de temas como recuperação econômica, impulsionadores de crescimento para 2022 e reformas estruturais, além de consolidação fiscal e medidas pró-mercado. Também destacaram as perspectivas da política fiscal, as previsões inflacionárias e os riscos da normalização da política monetária norte-americana para o Brasil.

Do lado europeu, os apresentadores trouxeram as perspectivas macroeconômicas do bloco sob os efeitos da guerra na Ucrânia, a revisão da política fiscal e da governança econômica na UE, além das prioridades de sua política econômica estrutural, incluindo o plano de recuperação europeu e o pacto para sustentabilidade da UE (Recovery Plan and the EU Green Deal).

Fóruns multilaterais

O Diálogo também teve um debate sobre temas da cooperação econômico-financeira em fóruns multilaterais, com ênfase nos assuntos mais relevantes discutidos em reuniões do G20 e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Entre eles, o cenário econômico internacional, os avanços nos campos de finanças sustentáveis e o desenvolvimento de ferramentas financeiras para lidar com os desafios globais atuais.

Sobre o diálogo de políticas entre Brasil e UE, os participantes concordaram em dar continuidade às discussões para uma melhor funcionalidade das reuniões do G20 e em cooperar com a presidência rotativa desse fórum pelo Brasil, em 2023. Também enfatizaram a importância de pautas como as da transição verde, de finanças sustentáveis e de mercado de carbono, além dos trabalhos nos grupos que tratam de temas como saúde e finanças.

Participaram da equipe do Ministério da Economia, ainda, o secretário de Assuntos Econômicos Internacionais, Marco Aurélio dos Santos Rocha, e o subsecretário de Finanças Internacionais e Cooperação Econômica, Jônathas Delduque Júnior. As apresentações brasileiras foram feitas pelo assessor especial da Secretaria de Política Econômica (SPE) Rodrigo Mendes Pereira; pelo subsecretário de Planejamento Estratégico da Política Fiscal da Secretaria do Tesouro Nacional (STN/SETO), David Rebelo Athayde; e pela chefe do Departamento de Assuntos Internacionais do Banco Central do Brasil (Derin), Fabia Aparecida de Carvalho. O lado europeu foi representado pelo embaixador da Delegação da União Europeia no Brasil, Ignácio Ybáñez, autoridades e especialistas em macroeconomia e finanças de Direções Gerais da UE. 

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