Brasil teve mais de 1,6 bilhão de ataques cibernéticos em três meses

País foi alvo de mais de 60% dos ataques na AL; em segundo lugar veio a Colômbia, depois o México, Chile, Peru e Argentina.

Informática / 16:45 - 23 de jul de 2020

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Dados da Fortinet Threat Intelligence Insider Latin America, conhecida ferramenta que coleta e analisa incidentes de segurança cibernética em todo o mundo, revelam o registro de 85 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos no ano de 2019. Só no Brasil, ocorreram mais de 24 bilhões de tentativas de ataques, uma média de 65 milhões de tentativas ao dia. Números assustadores.

No país já ocorreram mais de 1,6 bilhão de ataques cibernéticos em três meses no Brasil. Outro problema é que durante a Covid-19 aumentaram, e muito, os ataques hackers contra empresas. As ferramentas que permitem o acesso remoto tiveram um aumento de 333% em nosso país, de acordo com levantamento da Kaspersky.  Alertam ainda que não podemos saber, desse percentual, quantos evoluíram para o crime de dupla extorsão. Nesse golpe, os hackers sequestram dados, pedem resgate e, caso não recebam o dinheiro, leiloam as informações em tempo real.

Em abril deste ano, nosso país foi alvo de mais de 60% dos ataques na América Latina, isso, de acordo com a Kaspersky. Seguem em segundo lugar a Colômbia, depois o México, Chile, Peru e Argentina.

Antes da epidemia os crimes cibernéticos já atingiam 65% da população adulta, em dados demonstrados pelo Relatório de Crimes Cibernéticos Norton: O Impacto Humano, divulgado no ano passado. Nesses estudos são apontados registros que ocorrem em maior número na China, Brasil, Índia e EUA.

Os ataques mais comuns provêm de vírus de computador e ataques de malware; ataques de phishing, roubo de perfis de redes sociais e fraude de cartão de crédito também estão na lista dos problemas detectados no relatório. Na Nova Zelândia, Brasil e China, seis entre 10 computadores estão infectados (61%, 62% e 65% das máquinas, respectivamente).

Outros ataques são provenientes de links falsos de cervejaria, onde oferecem bebida grátis para os que optarem por isolamento social, clones de lives de show para arrecadar doações, além dos conhecidos golpes praticados por estelionatários fazem parte de um relatório da Cybersecurity Intelligence, que durante os meses de março e maio um aumento de 41.000% de sites suspeitos de fazer uso do Covid-19 no Brasil. De 2.236 passaram para 920.866. Os criminosos se aproveitam e utilizam temas que são relacionados à Covid-19 para sensibilizar as pessoas e consequentemente tirar algum proveito.

O WhatsApp também tem sido ferramenta para aplicar golpes. O golpista se faz passar por funcionário do Ministério da Saúde e após algumas questões, o golpista envia um código de certificação da pesquisa, e após a pessoa enviar a mensagem seu dispositivo fica bloqueado e seus dados violados, sendo a vítima coagida a efetuar pagamentos para liberar seu dispositivo.

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