Brasileiro espera melhora na economia, mas sem Bolsonaro

Desaprovação do presidente é recorde: 63%.

Pesquisa do Instituto MDA Pesquisa, encomendada pela Confederação Nacional de Transportes (CNT), divulgada nesta segunda-feira, aponta uma desaprovação recorde a Jair Bolsonaro: 62,5% não aprovam o desempenho do presidente. O percentual supera os 55% registrados em maio do ano passado, em meio aos primeiros efeitos da pandemia e é o maior desde janeiro de 2019, quando assumiu o poder.

Em fevereiro de 2021, o presidente era desaprovado por 51% dos entrevistados. O melhor momento de Bolsonaro foi em fevereiro de 2019, pouco depois de tomar posse, com aprovação era de 57% e desaprovação de 28%.

Em relação ao governo, apenas 27,7% têm avaliação positiva; 22,7% classificam de regular; 48,2% como ruim ou péssimo. É uma forte queda em relação a quatro meses atrás, quando 36% tinham uma avaliação negativa do governo, e 33% achavam positivo.

Alguns dados da pesquisa parecem mostrar um descasamento entre a perspectiva econômica e a avaliação do governo. Em julho, 41,4% acreditavam que a situação do emprego no país iria melhora nos próximos seis meses (eram 28,1% em fevereiro de 2021). Quanto à expectativa para a situação da renda mensal do entrevistado para os próximos seis meses, 29,4% esperam uma melhora (22,7% em fevereiro) e 14,9% acreditam em redução (ante 24%).

A inflação ajuda a explicar o desgaste de Bolsonaro. Para 92,4%, os preços estão aumentando muito, e quase 6% acham que estão aumento um pouco. Apenas 0,8% afirmaram que não está havendo aumentos, enquanto 0,6% acreditam que os preços estão caindo.

A situação da saúde ficará melhor, avaliam 43,6% dos entrevistados, ante 19,5% que acham que vai piorar; 57% desaprovavam a atuação do Governo Federal no combate à pandemia (eram 42% em fevereiro). Para 49%, o maior responsável pela demora na vacinação é o presidente Bolsonaro; apenas 5% acham que não houve atraso.

A pesquisa ouviu a opinião sobre as eleições presidenciais do ano que vem. O ex-presidente Lula lidera com 41,3% dos votos (pesquisa estimulada). Em seguida vêm Bolsonaro (26,6%) e o ex-ministro Ciro Gomes (5,9%). em um possível segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o petista venceria por 52,6% a 33,3% do atual presidente.

Quatro em cada dez eleitores preferem que Lula ganhe as eleições e volte a ser presidente, enquanto 30% optam por algum candidato que não seja ligado a Jair Bolsonaro, nem a Lula. Perguntados sobre o que é mais importante para as eleições para presidente no próximo ano, 45% responderam “Jair Bolsonaro não ser reeleito”, e 28%, “Lula não ser eleito”. Seis em dez eleitores não votariam em Bolsonaro para presidente de jeito nenhum.

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