Seis em cada 10 brasileiros ainda confiam no atual mercado de trabalho. É o que revela o Índice de Confiança Profissional, levantamento realizado pela Michael Page em 37 países. De acordo com o levantamento, 61% dos profissionais do Brasil ainda acreditam em melhores condições no mercado de trabalho.
A pesquisa, realizada mundialmente no primeiro trimestre deste ano, contou com as respostas de 13.400 profissionais que se candidataram a uma vaga de emprego por meio do site da companhia. A enquete abordou cinco temas: mercado de trabalho, aumento salarial, conquista de novo emprego, promoção na carreira e desenvolvimento de competências profissionais.
De acordo com a amostra, o executivo do Brasil aparece apenas na 27ª colocação (juntamente com Cingapura) quando questionado se o mercado de trabalho está favorável. Os dados apontam para 61% de confiança dos profissionais brasileiros ante 66% da média global. Entre os mais confiantes aparecem EUA (79%), Canadá (79%) e Indonésia (78%). No mesmo período do ano passado os brasileiros ocupavam a 26ª posição, apontando para uma ligeira queda neste ano.
Quando o assunto foi encontrar uma oportunidade de emprego em menos de três meses, os trabalhadores do nosso país acabaram figurando entre os menos confiantes, na 29ª posição. Ficou abaixo também da média global (64%) ao ter 59% de respostas positivas sobre esse tema. Quando comparado com igual trimestre do ano anterior, 60% dos brasileiros acreditavam na possibilidade de conseguir um trabalho em menos de 90 dias ante 67% da média global.
Outro tema onde os profissionais brasileiros demonstraram menos confiança foi relacionado ao aumento salarial neste ano. O Brasil ficou na 21ª posição, com 59% de respostas positivas nesse sentido, e abaixo da média global, com 61%. No mesmo trimestre de 2018 os resultados foram mais animadores com esse assunto. Os executivos do Brasil que acreditavam em um acréscimo em sua remuneração representavam 63% ante 61% da média global.
O desenvolvimento de competências foi outro assunto abordado pelo Índice de Confiança Profissional. E desta vez os profissionais brasileiros figuraram bem posicionados entre os mais confiantes, aparecendo apenas 14ª colocação. Os executivos do Brasil que acreditam em uma promoção neste ano somaram 85% contra 79% da média global. O otimismo dos trabalhadores do nosso país em relação a este tema teve um ligeiro aumento, passando de 84% para 85%.
No quesito promoção na carreira, os trabalhadores brasileiros também estão mais otimistas em relação à média dos países participantes da amostra. Enquanto no Brasil 70% acreditam que conseguirão uma promoção ainda neste ano, o resultado médio foi de 63%. Esse percentual coloca o país na 11ª colocação e entre os mais confiantes nesse quesito.
Para metade das brasileiras, desigualdade de gênero no setor de TI começa no recrutamento
Também de acordo com nova pesquisa da Booking.com, metade das mulheres brasileiras que trabalham no setor tecnológico (51%) diz que a desigualdade de gênero durante o processo de recrutamento as restringe de entrar na indústria.
Apesar dos esforços que o setor tem feito para aumentar a representatividade das mulheres e das minorias no mercado de trabalho tecnológico, a pesquisa mostra que os desafios que surgem já nas etapas de recrutamento podem estar desencorajando as mulheres a se candidatarem para vagas na área. Inclusive, estudantes universitárias brasileiras interessadas na carreira tecnológica (66%) são as que sentem o maior impacto dos desafios impostos pela diferença de gênero durante o processo de recrutamento. Isso significa que as empresas de tecnologia podem estar rejeitando a mão de obra feminina antes mesmo de elas terem a oportunidade de mostrar ao que vieram.
Ao serem perguntadas especificamente sobre as práticas envolvidas no recrutamento e identificação de talentos de empresas de tecnologia, as respostas de brasileiras atuantes no setor indicam como a indústria falha em descrever de forma detalhada – e consequentemente, em recrutar – a variedade de cargos e oportunidades que as carreiras no setor de tecnologia podem oferecer.
Partindo desse cenário, as descrições de vagas afastam cada vez mais as mulheres de se candidatarem para vagas que não exigem conhecimento técnico dentro do setor de tecnologia, com pouco mais da metade das brasileiras (52%) dizendo que as vagas de trabalho não são desenhadas levando em consideração a mão de obra feminina. Nossa pesquisa aponta que mais da metade das profissionais e estudantes de tecnologia no país (53%) acreditam que as empresas do setor tendem a falar mais sobre os cargos técnicos que envolvem codificação, design de produto, análise de dados e engenharia, em vez de apresentar cargos não técnicos, que poderiam atrair igual interesse.
















