Brasileiro é vice em rejeição a impostos

Novo governo estuda aumentar taxação sobre salários mais elevados.

Os brasileiros não gostam de pagar imposto. O senso comum foi confirmado por pesquisa feita pela ONU. Entre 14 países, o Brasil é o penúltimo em aceitação em arcar com os tributos que serão convertidos em infraestrutura, saúde, educação e outros bens. Apenas os cidadãos da Macedônia são mais insatisfeitos.
No outro lado da tabela estão os alemães, o povo que melhor aceita o pagamento de impostos para financiar bens públicos. Vêm a seguir Camboja, Áustria, Kosovo, Bangladesh, Afeganistão e Paquistão, Nepal, Bósnia-Herzegovina, Albânia, Sérvia e Montenegro.
A pesquisa foi realizada pelo Basel Institute of Commons and Economics, da Suíça, e inclui no total 141 países. Mas apenas os resultados de 14 foram divulgados. O estudo completo deve ser publi-cado em março.
Se já não gostam da taxação atual, os brasileiros devem ficar ainda mais insatisfeitos. O novo governo estuda o aumento da alíquota de Imposto de Renda para as faixas mais altas de salários, disse o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra.
“O sistema tributário brasileiro precisa ter uma certa progressividade”, declarou o secretário, após a cerimônia de transmissão de cargo para o ministro da Economia, Paulo Guedes. A progressivida-de tributária caracteriza-se por onerar os mais ricos e reduzir o peso dos impostos sobre os mais pobres.
Além de aumentar a alíquota para os mais ricos, Cintra disse ser possível reduzir o IR para pessoas de renda menor e ampliar a faixa de isenção. Ele, no entanto, ressaltou que a extensão dos benefí-cios dependerá do ajuste fiscal que o governo conseguir executar, porque o caixa do governo não pode ser comprometido.
Em relação aos demais tributos, Marcos Cintra admitiu que pretende criar um imposto único, desde que a medida estimule a progressividade do sistema tributário.
 

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