Brasileiros pretendem gastar R$ 663 em presentes de Natal

Hábito de realizar amigo oculto ou visitar shoppings para conhecer a decoração de Natal deve ser menor neste ano.

Apesar da incerteza em relação ao futuro, 83% dos consumidores brasileiros pretendem fazer compras de Natal neste ano e, em média, devem gastar cerca de R$ 663 em presentes. É o que mostra um estudo realizado pela Fronte Pesquisa entre 30 de novembro e 4 de dezembro sobre expectativas dos consumidores brasileiros em relação ao Natal.

O gasto médio estimado com presentes no Natal está abaixo do valor dispendido na Black Friday, que foi de R$ 1,1 mil. A pretensão para o Natal varia de acordo com a classe econômica e com a presença de crianças no domicílio. Enquanto o consumidor das classes AB1 projeta gastar R$ 1,3 mil no Natal, a classe C2 tem gastos projetados de R$ 418. Pessoas que moram com crianças devem gastar 19% mais do que as que não têm crianças em casa.

Os shoppings continuam sendo importantes para o consumidor durante o Natal, já que 7 em cada 10 consumidores brasileiros voltaram a frequentar shopping, apesar da iminência da segunda onda de Covid-19. A visita a shopping nas últimas semanas é maior entre as famílias que têm criança em casa: 79% declaram ter ido a algum shopping nas semanas anteriores à pesquisa. A frequência de visita ao shopping, entretanto, continua sendo impactada pela pandemia. Enquanto 75% dos consumidores afirmam que foram ao shopping para ver a decoração de Natal em anos anteriores (87% entre famílias com criança), apenas 39% pretendem fazê-lo neste ano (53% entre famílias com criança).

Nem mesmo a tradição de visitar o Papai Noel parece ter força o suficiente para recuperar o fluxo dos shoppings nos níveis pré-pandemia. Em tempos normais, 57% dos consumidores costumavam ir a shoppings para ver o Papai Noel (77% entre famílias com crianças), mas apenas 28% pretendem fazer isso em 2020 (42% entre famílias com crianças).

Com a pandemia, o distanciamento social e o avanço do home-office, a perspectiva de participar de algum amigo oculto caiu drasticamente. Apenas 39% dos consumidores afirmaram que pretendem participar da brincadeira no final deste ano (em anos anteriores, 81% participaram). Esse número é ainda menor entre as mulheres. Apenas 36% pretendem participar de algum amigo oculto neste ano contra 85% que participaram no passado. Entre os homens, 42% devem aderir à brincadeira em 2020 ante 75% que participaram nos anos anteriores.

Outro fator que costuma movimentar as vendas de Natal são as doações, principalmente de brinquedos para crianças. A pesquisa identificou que 49% dos consumidores têm o hábito de comprar itens para fazer doações no final do ano e a boa notícia é que este comportamento deve ser mantido por 36% dos entrevistados.

Apesar do distanciamento social, da crise econômica e da alta no desemprego, o brasileiro continua otimista: sete (71%) em cada 10 consumidores associam a data a sentimentos como esperança, união e amor.

A pesquisa foi realizada entre os dias 30 de novembro de 2020 e 4 de dezembro em cidades brasileiras que possuem shoppings. Foram entrevistadas 750 pessoas de forma online, distribuídas de acordo com a Área Bruta Locável (ABL) de shopping em cada Estado para que a amostra represente os internautas consumidores de shopping em todo o país. A margem de erro é de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Já pesquisa da Social Miner e All iN com o Opinion Box revela que 48% pretendem ir às compras neste ano, 21% ainda estão indecisos, 19% já estão atrás de presentes, e 4% anteciparam as compras na Black Friday, para não deixar de dar pelo menos uma lembrancinha nas celebrações do dia 25.

Entre as categorias que devem ser as mais procuradas pelos 88% que ainda vão consumir, ou que pelo menos estão em dúvida, estão moda e acessórios, com 56% das intenções de compra, brinquedos, com 37%, e saúde e beleza, 32%. Os eletrônicos também não devem ficar de fora do ranking de preferência do público.

A maioria das pessoas que quer presentear alguém pretende gastar entre R$ 50 e R$ 300. Para 17%, o preço dos presentes pode variar de R$ 100 a R$ 200, 15% pretendem desembolsar de R$ 50 a R$ 100, e 14% devem investir de R$ 200 a R$ 300. Mas há também quem esteja disposto a gastar um pouco mais: 29% pretendem dividir o valor com alguém – 20% com o cônjuge, 5% com outras pessoas e 4% com os irmãos – e, destes, 37% afirmaram que vão dividir porque querem comprar mais de um produto, 35% porque estão economizando e não podem gastar muito neste momento, e 34% pois querem comprar algo melhor. Todos os esforços são válidos para não deixar a mãe, os filhos, o cônjuge ou os irmãos sem presentes. Falando nisso, eles devem ser os mais presenteados neste Natal: 65% dos consumidores já estão pesquisando por ofertas, até porque, nas compras online, para dar tempo de o item chegar a tempo do natal, é preciso comprar agora. O principal canal de pesquisa dos consumidores têm sido os aplicativos (52%), seguidos das lojas físicas (46%), e dos sites de busca (44%). E esse comportamento de pesquisa deve se repetir na hora da compra. A maioria, 47%, também deve optar pelos aplicativos, 45% vão preferir as lojas físicas, e 38% pretendem comprar tanto em lojas virtuais quanto físicas.

Em 2019, o faturamento no natal chegou a R$ 14,1 bilhões, segundo a Compre & Confie, crescimento de cerca de 30% em relação a 2018. E a expectativa é de que, apesar da pandemia, os números continuem subindo neste ano.

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