Brega&chique

Chique não é ter um governo que se orgulha de emprestar até US$ 4 bilhões (cerca de R$ 9,2 bi) para tentar retirar o FMI da UTI. Chique é ter um governo que, com quando tem esse dinheiro disponível,  eleva em 40% o Orçamento destino à Educação (R$ 24 bilhões).

Brega&chique
Brega é ter um governo que acaba de elevar para R$ 25 bilhões o contingenciamento do  Orçamento examinar a hipótese de destinar 40% desse total para financiar umas das principais instituições responsáveis pela crise mundial.

Kramer x Kramer
A Corregedoria do Detran-RJ multou os carros de placa LCW 3306 e NGC 5926, que estavam sobre uma calçada da Urca, bairro da Zona Sul da Capital. O detalhe é que os dois veículos estão a serviço do próprio órgão do trânsito fluminense. O valor da multa – R$ 127,69 para cada veículo – será abatido do salário dos motoristas, que ainda perderão cinco pontos na Carteira Nacional de Habitação.

Coração bate
As mortes por doenças cardiovasculares diminuíram no país, entretanto, são esperados aumentos graduais das taxas nas próximas décadas, mostra artigo publicado na última edição do Pan American Journal of Public Health por pesquisadores do Rio de Janeiro. Segundo a agência de notícias Notisa, as taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares diminuíram, de 1980 a 2003, de 287,3 para 161,9 por 10 mil habitantes, com decréscimo anual médio de 3,9%.
Além disso, houve redução da taxa de mortalidade em todos os grupos de doença, faixas etárias e regiões do país, sendo que o derrame foi o evento que apresentou o maior declínio: de 95,2 para 52,6 por 10 mil habitantes (média de 4,0% ao ano), seguido pela doença coronariana, de 80,3 para 49,2 (3,6% ao ano).

Desigualdade
Os pesquisadores cariocas atribuem as modificações na taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares ao aumento dos índices de desenvolvimento social no país, mas alertam que “a diminuição foi especialmente marcada nas regiões mais desenvolvidas”. O artigo na íntegra, em inglês, está no endereço: www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1020-4989200900 0100002&lng=pt&nrm=iso&tlng=en

Desplugados
Com a crise, os gastos globais com em tecnologia da informação (TI) devem cair 3,8% em 2009, sobre 2008: de cerca de US$ 3,4 trilhões, para US$ 3,2 trilhões. A previsão é da estadunidense Gartner, líder mundial no fornecimento de pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia. Segundo a empresa, o recuo, o maior desde 2001, deve atingir as áreas de hardware, software, serviços e telecomunicações. O único setor que pode manter o crescimento é o de software: 0,3%: “Os cortes de gastos por parte das empresas e dos consumidores estão sendo rápidos e rigorosos, causando uma desaceleração no mercado de TI ainda maior do que a verificada em 2001, quando a bolha da Internet estourou”, afirma Richard Gordon, vice-presidente de pesquisa do Gartner.

A autora, a autora!
A matéria que o MM publicou esta semana sobre a ineficácia e injustiça do fator previdenciário, fórmula adotada no Governo FH para postergar o direito à aposentadoria integral, esqueceu de fazer menção à idealizadora do sistema: Solange Vieira, que hoje preside a Anac, agência da aviação civil.

Aviões de carreira
Na Anac, Solange Vieira pilota uma proposta que tem tudo para ser tão danosa quanto a que fustigou os aposentados: liberar as tarifas de vôos internacionais. O que a princípio parece benéfico para o consumidor e uma punição para o cartel de empresas aéreas nacionais traz embutida uma ameaça: o dumping das companhias estrangeiras, o que em pouco tempo deixaria o Brasil sem empresas nacionais operando no exterior.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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