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quarta-feira, janeiro 20, 2021

Brics: segunda década da cooperação

A oposição dos centros da finança mundial não impede que o Brics continue sendo construído – com o perdão da imagem óbvia – tijolo a tijolo. Para isto, a China e a Rússia desempenham papel fundamental, não só pela posição na economia mundial e na geopolítica, mas também pela tibieza do Brasil, após a ascensão ao poder do Governo Temer. O presidente chinês Xi Jinping pediu, em carta enviada no Ano Novo a cada chefe de governo, que Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul reforcem sua parceria a fim de buscar um futuro mais brilhante. Os chineses exercem a presidência rotativa do bloco em 2017. Em setembro, ocorrerá a nona reunião de líderes, em Xiamen, uma cidade litorânea da Província de Fujian, sudeste da China.

A cooperação entre os países do Brics, um modelo nesta área para os mercados emergentes e para os países em desenvolvimento, contribuiu com os benefícios dos povos das nações que integram o bloco e, ao mesmo tempo, também contribuiu muito ao fomento do crescimento econômico mundial, à melhora da governança global e à promoção da democratização das relações internacionais”, sublinhou Xi.

Na segunda década da cooperação, que acaba de começar em 2017, os membros do bloco obterão um progresso muito maior em sua cooperação e desempenharão um papel maior nos assuntos internacionais, prevê o presidente chinês. Em relação à crescente incerteza e a instabilidade na cena mundial, os países do Brics precisam fortalecer a solidariedade e a cooperação, a fim de salvaguardar os interesses compartilhados, acrescentou.

Xi assinalou que a cúpula de Xiamen se focará em quatro aspectos: o aprofundamento da cooperação pragmática dirigida a um desenvolvimento comum, a melhora da governança global para lutar de maneira conjunta contra os desafios, a realização de intercâmbios entre os povos para consolidar o apoio público à cooperação e a promoção da construção de um mecanismo para estabelecer uma parceria mais ampla.

500 anos

A Escola de Ciências Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV/Cpdoc) colocou no ar a versão atualizada do Atlas Histórico. Brasil 500 anos, que foi publicado originalmente em 1998. Realizado com o apoio da Finep, esse é o primeiro do gênero lançado no Brasil nos últimos 18 anos.

O novo Altas abrange o período que vai desde as navegações portuguesas no século XVI (antes do descobrimento do Brasil) até a Nova República, chegando ao final do Governo Lula.

A plataforma digital reúne mapas, imagens, arquivos de áudio e vídeo e textos explicativos. O acesso às informações é totalmente gratuito (atlas.fgv.br)

Preços e temperatura altos

O réveillon do Rio de Janeiro atraiu turistas da Europa (38%) e da América do Norte (25%). Oito em cada dez visitantes estrangeiros afirmaram que voltariam à cidade, revela pesquisa feita pela Associação dos Embaixadores de Turismo do Rio e pela Fundação Cesgranrio, de 26 de dezembro a 1º de janeiro, com mil turistas de fora do país.

Metade dos viajantes ficaram em hotéis, mas o Airbnb aparece com força na pesquisa, com 25% das hospedagens. Entre os locais visitados, a novidade é o Bulevar Olímpico, preferência de 18%, atrás apenas dos clássicos Corcovado (35%) e Pão de Açúcar (20%).

A valorização do real elevou os preços, citado por 20% dos turistas como destaque negativo, à frente somente do calor (30%). O ponto mais elogiado foi a população anfitriã (25%). Paraty, Búzios e Niterói foram, pela ordem, as cidades vizinhas mais procuradas. A pesquisa, coordenada pelo professor Bayard Boiteux, teve apoio do site Consultoria em Turismo e da Sergio Castro Imóveis.

Rápidas

Uma megapiscina de bolinhas anima o verão da garotada no Carioca Shopping. A Colmeia de Bolinhas ficará montada na Praça de Eventos de 6 de janeiro até 19 de março *** A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) terá em 2017 o primeiro curso totalmente a distância do Brasil em Bibliometria (técnica de análise de informações) e indicadores científicos. As inscrições vão até 20 de janeiro no site www.bibliometria2017.faiufscar.com

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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