Briga da Squadra com IRB opõe os analistas

Valor de mercado da resseguradora diminuiu R$ 10 bilhões em apenas dez dias.

Acredite se Puder / 17:33 - 10 de fev de 2020

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Continua a briga entre a Squadra e o IRB Brasil Re. Enquanto isso, por causa dessa confusão, em apenas dez dias de fevereiro, o valor de mercado da resseguradora diminuiu R$ 10 bilhões. No último domingo, porém, a gestora de fundos voltou a distribuir aos seus cotistas nova carta contendo acusações e, no pregão da segunda-feira, a cotação das ações teve mais uma grande desvalorização, desta vez de 14,34% e passaram a oscilar na faixa de R$ 33,80. Tudo porque, mais uma vez, foram reafirmadas as dúvidas sobre a recorrência nos resultados da companhia. O documento, de 50 páginas, traz uma análise das informações que o próprio ressegurador tem dado ao mercado em relação aos pontos questionados na publicação anterior sobre a posição vendida da gestora, que mantém a opinião inicial e reafirma que existem indícios que apontam para lucros recorrentes são significativamente inferiores aos lucros contábeis reportados nas demonstrações financeiras. Essa disparidade entre lucro contábil e lucro normalizado foi crescente durante o período e atingiu sua maior diferença nos resultados trimestrais mais recentes.

A Squadra, no entanto, ressalta que afirma existir razões legais ou regulatórias que exijam a divulgação de tais lucros de modo diferente ao realizado pelo IRB. E sua intenção é de justificar a opinião de que há uma grande disparidade entre preço e valor nas ações do IRB, causada principalmente por uma percepção de parcela do mercado sobre a sustentabilidade dos seus elevados níveis de retorno sobre o capital.

Em uma semana, a cotação do IRB caiu de R$ 44 para R$ 33. Os analistas, no entanto, ainda não chegaram a uma conclusão. Para os do Credit Suisse, a ação ainda não atingiu um ponto de entrada, mesmo após as vendas maciças. Porém, projetam um aumento de 16,5% no lucro deste ano, que deverá se situar em R$ 1,83 bilhão. Além disso, elevaram o preço-alvo dos papéis, de R$ 38 para R$ 43, mas não apontaram onde se situa o tal de entry point. Os especialistas do Morgan Stanley acham que o ponto de entrada já apareceu. E vão mais além, pois veladamente criticam os da Squadra, ao afirmar que alguns investidores têm “conceitos errôneos” sobre a sustentabilidade da lucratividade no IRB versus pares globais e estão comparando maçãs e laranjas.

Depois disso fica uma dúvida: críticas desse tipo são elegantes?

 

Ações da Alpargatas sem recomendação

Os especialistas do Bradesco BBI acharam que foram fortes os resultados do quarto trimestre da Alpargatas. Porém, mantiveram a recomendação para a ação como neutra, embora tenham aumentado em 4% o preço-alvo do papel para R$ 36. Além disso, classificaram como marginal o volume de vendas da marca Havaianas no Brasil e desapontadores os resultados das vendas da divisão internacional, que registraram queda de 11%. Tentam amenizar dizendo que a troca de parceiros de distribuição na América Latina foi o motivo, porque as outras regiões tiveram expansão. O BBI avalia que a empresa segue uma estratégia correta ao fortalecer o canal de comércio eletrônico para as Havaianas no Brasil, achando que a companhia entrou em uma nova fase de crescimento dinâmico.

 

Acionistas do Bradesco receberão bonificação

Os acionistas do Bradesco vão receber uma bonificação de uma ação para cada grupo de dez possuídas. Esse aumento será decido na AGE que será realizada no dia 10 de março. Os analistas do Banco Safra gostaram dos resultados do banco e elevaram o preço-alvo de R$ 42 para R$ 47, com um potencial de valorização de 39%, e classificaram tais títulos com desempenho acima da média do mercado.

 

Itaú recomenda ações da Cia. Hering

Depois da queda de 26% no ano passado, os analistas do Itaú BBA incluíram as ações da Cia. Hering na carteira de estratégia de small caps. Acham que os ativos possuem baixo risco de caírem muito e potencial de subirem forte.

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