Brincando com vida

O Brasil gastou  R$ 23,6 bilhões com acidentes de trabalho, em 2000. Segundo o presidente da Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes, Mauro Daffre, com essa dinheirama, equivalente a cerca de 2,2% do PIB, seria suficiente para construir um milhão de casas populares, ou 100 mil escolas ou 10 mil hospitais. “Com a queda dos acidentes verificada em 2001, caíram em R$2 bilhões os gastos do país nesse campo, mas o Brasil ainda é uma das 20 nações que mais acidentam seus trabalhadores”, destaca. O setor vai encaminhar documento sobre a situação na área ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

Alívio momentâneo
É, no mínimo, precipitada a comemoração capitaneada pela atual equipe econômica de que a dependência externa é um problema do passado. Ainda que se confirme a previsão do Banco Central de déficit nas contas externas este ano entre US$ 8 bilhões e US$ 9 bilhões, contra investimentos externos diretos de  US$ 16 bilhões – sempre de acordo com as poucas precisas projeções do BC – a decomposição desses números revela inconsistências importantes. Primeiramente, boa parte da redução do déficit se deve ao expressivo saldo da balança comercial, entre US$ 11 bilhões e US$ 12 bilhões, alavancado pela forte desvalorização do real e pela recessão interna, que fez desabar as importações.
Além disso, dos US$ 16 bilhões em investimentos externos diretos, cerca de 50%, se mantida a correlação atual, referem-se, na verdade, a investimentos de matrizes nas filiais. Ou seja, além de sujeitos a polêmicas contábeis, anunciadores de aumento de remessas de lucros e royalties para o exterior.

Meio expediente
Sempre tão expansivo para dar pitacos sobre o governo de seu sucessor, o presidente FH adotou voto de silêncio em relação ao veto dos Estados Unidos à compra de aviões da Embraer pela Colômbia. Pelo visto, FH só se considera, ainda, presidente para assuntos do futuro governo.

Infância
De 18 de novembro a 6 de dezembro de 2002, a sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em Paris, vai realizar a exposição “Uma Criança na Minha Rua”. O evento é uma parceria com a Fundação Air France e traz fotografias de crianças de rua tiradas por Eric Dexheimer em Fortaleza, Ouagadougou (BurkinaFaso), Casablanca (Marrocos), Manila (Filipinas), Bucareste (Romênia), Thiès (Senegal) e Camboja, onde o fotógrafo acompanhou a vida de meninos de rua por dez meses. Quinta-feira, será realizado um debate sobre crianças e adolescentes em situação de risco. O objetivo é avaliar a situação das crianças de rua hoje no mundo e chamar a atenção dos governos, utilizando estratégias de intervenção que prestem assistência a esses jovens.

No ritmo da história
O conjunto Terra Brasilis lança, nesta quinta-feira, às 20h, no Espaço Cultural Cedim, na Rua Camerino 51, no Centro, seu primeiro CD independente, Terra Sonora Brasilis, no qual apresenta um panorama musical do Brasil desde os tempos de colônia até fins do Império. As melodias originais das peças foram preservadas, mas ganharam arranjos modernos e adaptações para sua formação instrumental. Cantos africanos, modinhas , lundus e um autofolclórico (“Romance da nau Catarineta”) fazem parte do repertório do grupo, formado por Sônia Leal Wegenast (canto), Lena Verani (clarineta), Sula Kossatz (cravo), Francisco Pestana (viola), Luiz Flavio Alcofra (violão) e Paulino Dias (percussão).

Olhar do campo
A manutenção da estabilidade da moeda preocupa apenas 4,8% dos produtores rurais, segundo pesquisa do instituto Kleffmann, especializado em pesquisa agropecuária. Para os entrevistados, produtores das principais culturas nacionais, como soja, milho, algodão, café e arroz, a prioridade do governo Luiz Inácio Lula da Silva (17,2% das respostas) deveria ser investir na agricultura. Saúde (9,2%), segurança pública (8,9%) e educação (6,6%) foram a segunda, terceira e quarta prioridade.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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