Bueiro do Aécio

Irreverente, o carioca já teve um passado pródigo em ironizar políticos e suas obras polêmicas. Uma das mais nomeações mais famosas desse tipo é o Buraco do Lacerda, embaixo do viaduto que liga o bairro do Jacaré à Avenida Dom Hélder Câmara. Nessa linha, com a compra do controle da Light pela Cemig, em breve, teremos os bueiros voadores do Aécio. A munição inicial está armazenada em cerca de 2 mil, das 4 mil galerias mantidas pela Light, que, segundo, o presidente da empresa, Jerson Kelman, estão em situação de risco entre o Centro e a Zona Sul carioca.

Bolivariano
São grandes as chances do candidato Ollanta Humala, Partido Nacionalista e que apóia os ideais bolivarianos de Hugo Chávez, ir para o segundo turno nas eleições no Peru. As últimas pesquisas já o colocavam em primeiro lugar na preferência do eleitorado, após ter ficado meses no final da fila das enquetes dos institutos de opinião que, tal como aqui, são surpreendidos por “imprevistas” e “súbitas” mudanças no ânimo do eleitorado.
Disputam um lugar no segundo turno o ex-prefeito de Lima Luis Castañeda, Keiko Fujimori, filha do ex-presidente golpista, o ex-banqueiro de sotaque norte-americano Pedro Pablo Kuczynski e o ex-presidente Alejandro Toledo.
A votação será em 10 de abril; o segundo turno, se houver, em 5 de junho. No Peru – sabiamente – as pesquisas são proibidas 15 dias antes das eleições.

Poupança eleitoral
É importante recordar que, em 2006, quando disputou pela primeira vez a eleição para presidente do Peru, Humala, alcançou 48% dos votos no segundo turno, ficando pouco atrás de Alan Garcia, do Partido Aprista Peruano, eleito com 52,6% da votação. Na época, Humala, que chegara em primeiro lugar no primeiro e enfrentou uma oposição radicalizada que o acusava de querer “venezualizar” o Peru, venceu com larga margem na maioria dos departamentos do país, construindo uma sólida base eleitoral para a eleição de agora.

Renascer
O Pólo de Moda Íntima de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, responsável pela lingerie que veste uma em cada quatro brasileiras, vai negociar com uma das maiores redes de comércio varejista do Rio de Janeiro, a Leader, na Rodada de Negócios que será realizada nesta quarta-feira. A iniciativa faz parte do Programa Compra Rio, da Secretaria estadual de Desenvolvimento do Rio de Janeiro.

Só marketing?
Falando em Região Serrana, um leitor desta coluna lembrou que, após a catástrofe que atingiu as cidades, dezenas de empresas anunciaram o recolhimento de doações para as vítimas da chuva. Mas, passados praticamente quatro meses da tragédia, nenhuma dessas empresas foi capaz de vir novamente a público fazer um balanço de quanto arrecadou e como distribuiu as doações.

Prioridades
Antes de se somar à cruzada pela privatização do Galeão, afirmando, inclusive, que o Aeroporto Internacional do Rio parece uma “rodoviária de quinta”, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), deveria cuidar de assuntos menos complexos. Servidores municipais, por exemplo, reclamam dos elevadores do Centro Administrativo da Prefeitura – “Piranhão” – que qualificam como os de uma “rodoviária de sexta”, pelo seu estado precário de conservação. Para reforçar a necessidade de troca dos equipamentos, lembram que o próprio Paes já ficou preso num deles, tendo chutado a porta para pedir socorro.

Vitrine com sangue
A avaliação é de Francis Tusa, editor da publicação britânica Defence Analysis, ao avaliação a ação militar de países ocidentais contra a Líbia: “Isso está se transformando na melhor vitrine de vendas para aviões concorrentes em muitos anos. Mais ainda do que foi o Iraque em 2003. Estamos assistindo pela primeira vez a uma operação (real), uma competição entre o Typhoon e o Rafale, e ambos os países querem enfatizar as exportações. A França está especialmente desesperada para vender o Rafale”, analisa Tusa, em declaração reproduzida pelo portal Agência Carta Maior.

Democracia seletiva
A propósito, o site lembra que, apenas poucos meses antes de bombardearem a Líbia, os mesmos aviões participaram em Trípoli de uma feira de equipamentos militares.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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