Busca por carros chineses 0 km cresceu 220% entre 2021 e 2023 no Brasil

China tem a maior fatia do consumo de veículos elétricos no mundo: por aqui, eles representam 3% das vendas e no Oriente Médio e África, menos de 1%

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Robôs soldam carrocerias de carros em uma oficina da produtora chinesa de veículos elétricos (VE) Li Auto Inc. em Changzhou, China (Foto: Ji Chunpeng/Ag. Xinhua)
Robôs soldam carrocerias de carros em uma oficina da produtora chinesa de veículos elétricos (VE) Li Auto Inc. em Changzhou, China (Foto: Ji Chunpeng/Ag. Xinhua)

Levantamento da Webmotors revela que a procura por carros de marcas chinesas zero quilômetro cresceu 220% na plataforma entre 2021 e 2023. Dados do Webmotors Autoinsights também apontam um aumento de 111% nas buscas por modelos chineses usados no mesmo período.

No ranking dos veículos chineses novos mais pesquisados no marketplace em março deste ano, dois modelos da Caoa Chery aparecem nos primeiros lugares: Tiggo 7 Pro (1°) e Tiggo 5X (2°). Completa o pódio, em terceiro, o elétrico BYD Dolphin.

Já em relação aos seminovos, a Caoa Chery se destaca novamente, desta vez ocupando as três primeiras posições do levantamento com os modelos Tiggo 7 Pro (1°), Tiggo 5X (2°) e Tiggo 8 (3°).

Relatório divulgado ontem pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) apontou que as vendas de carros elétricos estão em crescimento e devem atingir cerca de 17 milhões de veículos no mundo em 2024. Os elétricos representarão mais de um em cada cinco veículos vendidos no mundo neste ano.

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No Oriente Médio, África e Eurásia, no entanto, eles representaram menos de 1% da comercialização total no ano passado. Mas o relatório informa que fabricantes chineses de automóveis vêm procurando oportunidades nestes mercados, inclusive com produção doméstica, o que pode mudar esse cenário.

Há diferenças de consumo em cada país do Oriente Médio. Na Jordânia, por exemplo, os elétricos representam 45% do total do mercado, apoiados por taxas de importação baixas. Nos Emirados Árabes Unidos eles são 13%. Ou seja, nestes dois países os percentuais estão bem acima dos registrados na região como um todo.

O consumo mundial está bastante concentrado na China, apesar de que os mercados emergentes vêm cada vez mais ganhando terreno como consumidores de veículos elétricos. No ano passado, as vendas no mercado chinês responderam por 60% do total global, na Europa por 25% e nos EUA por 10%.

Houve aceleração das vendas em vários países emergentes. No Vietnã eles responderam por 15% do total comercializado naquele mercado em 2023, na Tailândia por 10%, no Brasil por 3% e na Indonésia, Malásia e Índia por 2%. Uma série de incentivos para o consumo e a indústria vêm incentivando o uso do veículo.

O relatório informa que margens apertadas, preços voláteis dos metais para baterias, inflação elevada e a eliminação progressiva dos incentivos à compra em alguns países desencadearam preocupações quanto ao ritmo de crescimento da indústria de veículos elétricos, mas os dados das vendas globais permanecem robustos. No primeiro trimestre de 2024, a comercialização cresceu 25% em relação ao mesmo período de 2023.

Com informações da Agência de Notícias Brasil-Árabe

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