Cabeça a cabeça

Como esta coluna previra, a Brasilcap retomou o primeiro lugar no ranking das empresas de capitalização, que perdera no meio do ano para a Bradesco. Em agosto, a empresa do Banco do Brasil ficou com 20,54% do mercado (pelo critério de receita com títulos), contra 20,19% da Bradesco. A receita da Brasilcap foi de R$ 634,1 milhões, contra R$ 623,2 da segunda colocada. Em terceiro, mais distante, a Itaú, com 15,57% do mercado e receita de R$ 480,8 milhões. A disputa pelo topo do ranking no fechamento do ano promete continuar dura.

Lucro máximo
Responsável pela organização do concurso para a Petrobras, realizado no fim de julho, a Cespe resolveu repassar seus custos para os candidatos. Além de não garantir a entrega de manual para todos inscritos, a empresa não enviou confirmação do dia da prova, obrigando os candidatos a consultar o Diário Oficial da União, a Internet ou buscar informação no campus da Universidade de Brasília (UnB), embora o concurso fosse nacional. Se era para economizar tanto, bem que a taxa de inscrição poderia ser menos salgada que os R$ 50 desembolsados pelos candidatos.

RP
Aos poucos a Rússia, procura recuperar o espaço perdido desde a desastrosa era Gorbatchev. No próximo dia 29, o país comemora os 72 anos do início das transmissões para o exterior da companhia estatal de rádio. Rebatizada de Voz da Rússia, a emissora retransmite sua programação em 31 línguas. Segundo o presidente da Voz da Rússia, Armen Oganessian, a emissora, que, em virtude dos últimos acontecimentos na região, aumentou sua potência nas transmissões para Ásia Central e do Sul, é hoje, ao lado de BBC e Voz da América, uma das três maiores companhias internacionais de radiodifusão.

Mau humor
No XII Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros realizado em Porto Alegre, semana passada, a palestra mais concorrida foi a primeira, de Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda do Governo Sarney. Maílson, mais conhecido como “campeão da inflação” (84% em março/90), produziu frases de humor para lá de duvidoso, como: “O Itamar é um governador com os pés no chão. Os quatro”, ao condenar o que julga que seria a política econômica de um hipotético retorno do governador mineiro à presidência da República. Também ironizando um governo Garotinho, Maílson disparou a seguinte pérola: “Parafraseando o programa Casseta e Planeta: o Garotinho quando crescer será uma adolescentezinho”

Sinal amarelo
Pela primeira vez em quase dez anos os norte-americanos diminuíram seus gastos com cartões de crédito, revela o The New York Times. A redução parece ter se acelerado após os ataques do dia 11 de setembro. O jornal não divulga dados concretos, só estimativas. O cartão é uma das principais formas de compra nos EUA e a redução reflete queda no consumo, o propulsor da economia do país. O número de pagamentos feitos com atraso, por outro lado, cresceu 18% nos últimos 12 meses. A explicação é o aumento do endividamento e do desemprego e a queda na renda média.

Ei, Fred!
O doublé de cineasta e comentarista Arnaldo Jabour, em palestra no seminário Rio + 10, onde estamos, para onde vamos, foi enfático ao declarar que o mundo não será o mesmo após os atentados ao WTC. Pelo menos ele, com certeza, mudou bastante. Antes crítico feroz dos “atrasados” que combatiam o “inevitável fenômeno da globalização”, Jabour recorreu a Karl Marx para criticar um sistema baseado no “império das coisas, como computadores e salsichas, sobre os sujeitos”.
Após questionar o que poderia acontecer se o dinheiro gasto no bombardeio ao Afeganistão tivesse sido aplicado em ajuda aos países miseráveis, Jabour provocou gargalhadas na platéia ao afirmar que “os EUA estão combatendo os Flinstones” e que, hoje, “a razão é um luxo de franceses”. Sobre o conflito entre árabes e judeus, Jabour, de origem árabe, afirmou que “o fundamentalismo é usado pela elite como arma de manutenção da corrupção e do clientelismo”.

Até terça-feira
As idas e vindas do governo em relação ao plano B têm tirado da zona alfa até os baianos. Na última sexta-feira, um executivo que embarcou para Salvador só na última hora confirmou a informação que este fim de semana seria prolongado até segunda-feira.

Fetichismo
Elevados à categoria de origem de todos os males da economia mundial, os atentados nos Estados Unidos também ajudam a criar lucrativos nichos de mercado. Aproveitando a histeria coletiva, uma empresa japonesa está lançando um sutiã sem metal, o que supostamente deixaria suas usuárias mais à vontade diante do aumento do rigor dos mecanismos de segurança nos aeroportos. Mãe da criança, a alemã Triumph International alegou que a idéia surgiu depois que os pequenos fechos dos sutiãs comuns passaram a acionar detetores de metal.  Batizados de Frequent Flyer, 500 sutiãs do novo tipo devem começar a ser vendidos on line em dezembro. O novo sutiã terá, no lugar de arames e ganchos, fios de resina e metal não magnético. Vendida nas cores branco, laranja e azul, a novidade anti-alarme custará cerca de US$ 31.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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