Cabo Frio busca investimento para polo sustentável

Projeto tem uma área de dois milhões de metros quadrados e fica próximo ao porto e aeroporto locais.

Rio de Janeiro / 12:56 - 7 de out de 2020

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A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do município de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, está em busca de investidores para seu projeto do Polo de Desenvolvimento Sustentável. O projeto visa diversificar a economia local, que é baseada no turismo e atualmente dependente dos royalties do petróleo explorado na região. "O turismo é, de fato, nossa vocação, mas queremos ir além disso para promover mais empregos e desenvolvimento para a cidade", explicou à ANBA o superintendente de Emprego e Renda da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do município, João Marcello Neves.

A previsão é que o projeto esteja formatado até o final do ano. A área onde o polo está sendo construído tem dois milhões de metros quadrados, fica ao lado do Aeroporto de Cabo Frio e próxima ao Porto do Forno, localizado na cidade vizinha de Arraial do Cabo.

Para concluir o projeto, a secretaria busca, agora, investimentos no exterior entre eles os dos árabes. A Prefeitura de Cabo Frio é associada da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. "Temos interesse nos países árabes porque aqui é uma região muito próxima ao Rio, o que tranquiliza em relação a escoamento de matérias e chegada de insumos. Estamos abertos a qualquer tipo de projeto, toda empresa que queira se instalar aqui, vamos ouvir. Temos preferência por economia sustentável, que não venham a denegrir o meio ambiente, por ser uma região de praias e reservas ambientais. É interessante utilizar energias renováveis, por exemplo", definiu ele, lembrando que ainda está disponível 90% da área do polo.

Entre os objetivos estão fomentar a atividade rural, com o uso de tecnologias visando agregar valor e o incremento da produção, o cooperativismo e estimular o associativismo urbano, além de promover programas de qualificação e extensão empresarial e artesanato. Em paralelo, a prefeitura planeja a construção de um centro de convenções para promover eventos como feiras e rodadas de negócios.

O polo será administrado pela Companhia de Desenvolvimento de Cabo Frio (Codescaf), que teve sua criação aprovada neste ano e terá capital misto. "O capital inicial da companhia é R$ 5 milhões, e há cotas de 500 mil, sendo que a prefeitura tem 51% das ações", explicou Neves. Já o polo está aberto a investimento, que também funcionará através de cotas. As empresas que se estabelecerem no local terão incentivos fiscais. "Dependendo do projeto que o investidor tiver, a prefeitura vai ceder essa terra por cessão de uso. Vamos analisar como vai ser o projeto, quantos empregos diretos vai gerar, qual a receita e, consequentemente, estimativa de recolhimento de impostos. Por exemplo, a contrapartida do Estaleiro Vera Cruz será fazer uma escola técnica com formação de mão de obra. Por ano, vamos formar 20 profissionais, e dentro destes 20 eles vão absorver grande parte no seu ciclo de produção", exemplificou ele sobre uma das empresas que já está se preparando para se instalar no local.

Há, ainda, uma área voltada para incubar e acelerar startups focadas na economia ligada ao ambiente marinho. A iniciativa, batizada de Polo Mar, terá apoio de instituições de ensino como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e da própria Secretaria para desburocratizar o processo de abertura dessas novas empresas. "Nossa vocação é a praia, e por isso, dentro desse cenário, vamos criar startups voltadas à economia sustentável do mar e tecnologia. E todas elas vão ser chanceladas por essas instituições de ensino credenciadas que serão incubadoras e aceleradoras, enquanto a prefeitura será facilitadora de abertura de novos negócios", contou ele.

 

Agência de Notícias Brasil-Árabe

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