Cai avaliação positiva do governo Bolsonaro

Pesquisa da Exame/Ideia, realizada entre 30 de novembro e ontem, dia 3, revela que a avalição do Governo Federal caiu. A amostra do trabalho é de 1.200 pesquisados, com uma margem de erro de três pontos para mais ou para menos. Houve uma oscilação negativa da avaliação e aprovação presidencial acima da margem de erro.

A fortaleza do Governo Federal continua sendo as regiões Norte e Centro-Oeste, e os entrevistados que se dizem evangélicos. Todavia, entre os de mais baixa renda a popularidade caiu abaixo da margem de erro. Já são sentidos efeitos da redução do auxílio, perda de renda real e aumento da procura por emprego nesses segmentos.

O presidente Jair Bolsonaro segue liderando todos os cenários de intenção de voto tanto no primeiro quanto nas simulações de segundo turno apesar de ter oscilado negativamente na margem de erro no cenário de primeiro turno. Segue como principal protagonista da disputa presidencial. Todavia, vale ressaltar que houve uma perda de intenção de voto nas camadas de mais pobre, mas mesmo assim ele vence o ex-presidente Lula (agora na margem de erro) nessa faixa de renda. Os outros nomes citados oscilaram na margem de erro. O destaque de variação negativo é a de intenção de voto do juiz Sergio Moro tanto no primeiro quanto segundo turno.

E pela primeira vez medimos o potencial de Ciro Gomes e Luciano Huck no segundo turno. Destaque para Ciro Gomes que quase empata com Bolsonaro. O apresentador também revela-se competitivo contra Bolsonaro nessas simulações. Nas outras rodadas esse posto era de Sergio Moro.

As maiores rejeições são de Jair Bolsonaro e Lula. Porém, tais com perfis muito diferentes. A maior rejeição do atual presidente está nos segmentos de mais baixa renda e no Sudeste. Lula é rejeitado por entrevistados mais escolarizados e do Sul.

Destaca-se também a rejeição (51%) de Lula entre os evangélicos. Ambos seguem sendo os pilares polarizadores do eleitorado brasileiro.

Na avaliação individual dos presidenciáveis destaca-se a avaliação positiva de Sergio Moro (34%) seguido por Lula (24%) Ciro Gomes (22%) e Luciano Huck (21%). No lado negativo o maior percentual é de Joao Dória (54%) e o mais desconhecido é Flávio Dino (31%).

Na simulação de chapas (presidente e potencial vice) chama atenção o fato da indiferença dos entrevistados. Em praticamente todos os casos o “não faz diferença” foi o mais citado. Tal é mais um dado que corrobora o “personalismo” dos pleitos presidenciais (o vice ainda é uma figura coadjuvante) no imaginário da opinião pública.

Dito isso, a chapa que mais aumenta chance de voto é Luciano Huck com Sergio Moro seguida por Ciro Gomes e Lula. A que mais diminui a chance de voto é também Ciro Gomes e Lula seguida por Joao Dória e Luiz Henrique Mandetta.

Já análise da ModalMais/AP Exata avaliou que as notícias sobre vacinas têm proporcionado um otimismo no discurso das redes, fato que refletiu nos índices de popularidade do governo. O fato de o presidente não ter se envolvido em temas polêmicos durante a semana e o trabalho da militância para repercutir o crescimento no PIB do terceiro trimestre também refletiram nos resultados.

A chegada de insumos para a CoronaVac, celebrada por João Dória, tem rendido elogios ao governador. O presidente e o ministro Pazuello foram cobrados para demonstrar proatividade paralela, sobretudo por moradores de outros estados.

A vacina de Oxford, principal aposta do Governo, está sendo avaliada com muitas reservas pelos opositores devido a erros de dosagem durante os testes. Eles temem que o imunizante não seja a melhor combinação de segurança e eficácia e favoreceram a vacina produzida pelo Instituto Butantan.

Existe o temor nas redes de que não haverá vacina suficiente para todos os brasileiros. Por isso, oposicionistas disseram acreditar que a pressão popular deve fazer com que a Anvisa aprove a vacina do laboratório Sinovac, e que Bolsonaro terá que rever sua estratégia contra a China.

Ator relevante em uma possível disputa presidencial em 2022, Moro cresceu em rejeição nas redes após polêmica contratação pela A&M. APrioridade dos conservadores é agora viabilizar assinaturas para a criação do Aliança pelo Brasil.

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