Caixa da Petrobras mostra que venda de ativos é desnecessária

Ao final de 2014, a dívida líquida da Petrobras era de US$ 115,4 bilhões; no encerramento de 2018, caiu para US$ 69,4 bilhões. Portanto, houve uma queda de US$ 46 bilhões. Neste período a arrecadação da companhia com venda de ativos foi de US$ 11,5 bilhões. Ou seja, 75% da redução da dívida foi feita com a utilização da geração de caixa da empresa. A venda de ativos era desnecessária para reduzir a dívida, calcula Cláudio da Costa Oliveira, economista aposentado da Petrobras.

Nesta quinta-feira, o presidente da estatal, Roberto Castello Branco, anunciou que reduzirá o caixa da empresa de US$ 14 bilhões para US$ 10 bilhões. “No passado, por outras razões, a companhia chegou a trabalhar com um caixa de US$ 25 bilhões, US$ 26 bilhões. À primeira vista, isso parece um sinal de saúde, mas não é”, disse ele. “Aquele capital poderia estar sendo usado em projetos da companhia, com taxa de retorno muito mais avançada”, explicou.

O anúncio mereceu aplausos de Cláudio Oliveira. “Quando o [Aldemir] Bendine transmitiu o cargo de presidente, em maio de 2016, para o Pedro Parente, disse: ‘Estou entregando uma empresa com R$ 100 bilhões em caixa’. Na época isto representava perto de US$ 30 bilhões, e a Miriam Leitão e o Sardenberg espalhavam que a empresa estava quebrada. E todo mundo acreditou e falam até hoje. Eles mantinham caixas elevadíssimos para justificar venda de ativos. Um absurdo.”

Castello Branco também falou em reduzir a distribuição de dividendos. Se confirmado, mais um ganho para a Petrobras.

 

Bodes

Se o Congresso recusar as mudanças propostas para o BPC e a criação de uma contribuição mínima para trabalhadores rurais, incluídas na reforma da Previdência, o impacto fiscal não comprometerá os planos da equipe econômica.

São, confessadamente, dois bodes colocados na sala. Chamam atenção, e retirá-los permite posar de bom moço junto ao eleitorado. Mas não são o que importa no desmonte da Previdência pública.

 

Irresponsável

A proposta de reforma da Previdência prevê a criação de uma lei de responsabilidade previdenciária, irmã da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Gastos com juros? Estes continuam sem qualquer responsabilidade.

 

Isenções ao norte do Rio Grande

Entre 67% e 72% das corporações norte-americanas não tinham obrigações tributárias após créditos e isenções. A taxa média para a minoria que pagou imposto foi de 14%. Enquanto isso, os trabalhadores e empregados pagavam entre 25% a 30% em taxas. A conta é de James Petras, do site Global Research.ca

De acordo com ele, a evasão fiscal nos EUA equivale a US$ 458 bilhões em receitas públicas perdidas a cada ano. As maiores corporações americanas abrigaram mais de US$ 2,5 trilhões em paraísos fiscais no exterior, onde não pagaram impostos ou recolheram taxas de apenas um dígito.

Pagam pouco, mas ganham muito: receberam mais de US$ 14,4 trilhões em dinheiro de ajuda pública, divididos entre o Tesouro dos EUA e o Federal Reserve.

 

Colega de turma

Preso acusado de extorsão, o policial civil Flavio Pacca dividia seu tempo livre entre dar consultoria ao governador do Rio, Wilson Witzel, seu ex-colega de turma, e replicar no Twitter as platitudes de Olavo de Carvalho.

 

Rápidas

As mulheres serão homenageadas na próxima Feira do Lavradio, no Centro do Rio, que acontecerá, excepcionalmente, no segundo sábado do mês, no dia 9 de março, por conta do Carnaval, logo após o Dia Internacional da Mulher. A feira funciona das 10h às 19h *** A FGV, em parceria com a Koelnmesse, realiza o Congresso Anufood Brazil, com a presença da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, do diretor-presidente da Anvisa, Willian Dib, e do presidente da Embrapa, Sebastião Barbosa, entre outros. O evento ocorrerá em 12 e 13 de março, no São Paulo Expo (www.anufoodbrazil.com.br/congresso/) *** A Fundação Perseu Abramo realizará a 1ª Semana do Pensamento Crítico, entre 11 e 16 de março, em 27 cidades de 14 estados. Detalhes em https://fpabramo.org.br/2019/02/22/fundacao-promove-a-1a-semana-do-pensamento-critico-com-debates-e-encontros-em-27-cidades/ *** Com mais de 7 mil bolsas de sangue coletadas no período que antecede ao Carnaval, o Hemorio alcançou o maior número de doações de sangue dos últimos 13 anos no Estado do Rio de Janeiro durante as festividades e ultrapassou a meta do mês. Os estoques costumam cair 30% durante a semana de comemorções.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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