Caixa empresta R$ 82 bi em 4 anos

A Caixa Econômica Federal (CEF) emprestou R$ 81,9 bilhões entre 2002 e 2005 para pessoas físicas e jurídicas. Segundo a instituição, é um recorde em sua história. Só no segmento de crédito comercial o crescimento foi de 128%. O volume saiu de R$ 15,7 bilhões para R$ 35,8 bilhões. Segundo a instituição, os dados mostrando o aumento de empréstimos a empresas representam uma guinada na concessão de créditos. Historicamente, a Caixa dá prioridade a empréstimos a pessoas físicas, em linhas como o crédito habitacional e o penhor.
Em 2005, as 600 mil empresas clientes da Caixa tomaram empréstimos no valor de R$ 16,4 bilhões, crescimento de 249% ante os R$ 4,7 bilhões emprestados em 2002. Dentre esses clientes, informa a Caixa, 97% são micro e pequenas empresas.
O banco firmou ontem seu primeiro contrato de financiamento para exportação, dentro da linha de financiamentos BNDES-EXIM, disponibilizada para apoiar as vendas externas de empresas brasileiras. O contrato, no valor de US$ 70 mil, será assinado com a Indústria Metalúrgica UTZ Ltda, de Novo Hamburgo (RS). Os recursos serão utilizados para fabricação de sacos picotados em rolo, a serem exportados para o Equador.
O financiamento será concedido pelo prazo de 18 meses, 12 deles no período anterior à realização da exportação, e poderá ser pago seis meses após o embarque ou cinco dias úteis após o fechamento do câmbio relativo à exportação.
Os prazos de financiamento e embarque são contados a partir do 15.º dia subseqüente à data da formalização da operação. A liberação será em parcela única, com correção pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e juros de 7,5% ao ano.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

Artigos Relacionados

Bolsonaro comanda pior resposta à pandemia da AL

Para formadores de opinião, Brasil foi pior até que a estigmatizada Venezuela.

Cem anos de Celso Furtado

A atualidade de um dos mais importantes intelectuais do planeta.

A Disneylândia espacial dos trilionários

Jornada nas estrelas escancara a desigualdade.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

Taxar dividendos aumentou investimentos na França

Redução, nos EUA e na Suécia, só elevou distribuição de lucros.

Petroleiro tem maior produtividade da indústria no Brasil

Mesmo com setor extrativista, participação industrial no PIB caiu de 25% para 20%.

Exportação cresce, mas só com produtos pouco elaborados

Superávit de quase US$ 7 bilhões até a quarta semana de julho.

Bolsonaro comanda pior resposta à pandemia da AL

Para formadores de opinião, Brasil foi pior até que a estigmatizada Venezuela.