Caixa lucra R$ 3 bi no 1º trimestre, mas redução é de 3,8%

Carteira de crédito aumentou 20,1% em relação ao mesmo período de 2021

A Caixa divulgou nesta quinta-feira seu balanço do primeiro trimestre. O lucro líquido gerencial de R$ 3,0 bilhões, representa queda de 3,8% em relação ao resultado do 1T21. Já as receitas provenientes da carteira de crédito totalizaram R$ 20,7 bilhões no 1T22, aumento de 20,1% em relação ao mesmo período de 2021. Nas receitas com operações de crédito, destacam-se os crescimentos, em 12 meses, de 17,7% em saneamento e infraestrutura, de 17,7% em habitação; de 19,6% em crédito para pessoa física; 27,2% em crédito para pessoa jurídica; e de 222,7% em crédito ao agronegócio.

A margem financeira alcançou R$ 10,7 bilhões no 1T22. “Valor decorrente de bons desempenhos no resultado com operações de títulos e valores mobiliários e nas receitas com operações de crédito, principalmente”, informou o banco.

As despesas de captação foram impactadas no 1T22 pelos aumentos, em 12 meses, de 532,4% com operações compromissadas, 240,0% com as operações de poupança, 307,9% relacionados a depósitos judiciais e 230,1% com certificados de depósitos bancários. O comportamento dessas despesas reflete a alta dos juros.

Relativo às receitas de prestação de serviços, no 1T22, a Caixa auferiu R6,0 bilhões, aumento de 5,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior, com destaque para o aumento de 97,5% em receitas com produtos de seguridade, 16,1% com fundos de investimento e 33,7% em loterias. No 1T22, asdespesas administrativas totalizaram R8,7 bilhões, apresentando um aumento abaixo inflação em 3,4 p.p. devido ao controle dos custos administrativos que está em linha com as ações de otimização em curso na Caixa.

Crédito

A carteira de crédito ampliada encerrou o 1T22 com um saldo de R889,0 bilhões, crescimento de 11,2% em relação a março de 2021. No 1T22, foram concedidos R107,8 bilhões em crédito para a população brasileira, aumento de 14,6% em relação ao 1T21. A inadimplência da carteira de crédito fechou o 1T22 em 2,33%. A cobertura da provisão finalizou o trimestre em 194,0%.

O rating da carteira total possui 92,2% das operações classificadas em níveis de riscos entre AA e C, demonstrando boa qualidade e solidez em função da consistente gestão do risco da Caixa.

A Caixa, que é líder na concessão de financiamento para casa própria e alcançou, no 1T22, o saldo em carteira de R570,5 bilhões, 10,1% maior se comparado ao mesmo período do ano anterior. Em janeiro de 2022, obteve a maior contratação de sua história na habitação, com o valor de R11,6 bilhões, valor 100,7% superior a janeiro de 2018.

Foram R$ 34,4 bilhões em contratação (considerando recursos SBPE e FGTS), 17,8% maior se comparado ao 1T21. Essa contratação é 65,3% maior que o realizado no 1T20, 109,8% maior que o realizado no 1T19 e 92,7% maior que o realizado no 1T18.

O banco afirma que segue como o maior financiador da casa própria no país. Esse resultado é fruto direto das ações dos últimos anos, que incluem as reduções de taxas, criação de produtos e implementação da jornada digital do financiamento.

No 1T22, cresceu 31,2% a contratação de crédito com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) em comparação ao 1T21, totalizando R21,4 bilhões. Essa contratação é 168,7% maior que a realizada no 1T20, 426,7% maior que o 1T19 e 817,4% maior que a realizada em 2018. Durante o primeiro trimestre de 2022, a Caixa realizou 15,6 milhões de simulações e 413,3 mil avaliações de crédito imobiliário e celebrou 136,6 mil novos contratos, beneficiando 546,4 mil brasileiros.

Agronegócio

No 1T22, foram contratados R6,7 bilhões em recursos no agronegócio, valor que representa um aumento de 204,6% em relação ao 1T21. Do total de recursos contratados no trimestre, o crédito agro destinado à pessoa física foi de R$ 3,6 bilhões e para pessoa jurídica totalizou R3,1 bilhões, crescimentos de 233,2%% e 177,5%, respectivamente, sobre o 1T21.

Em sua primeira participação no Plano Safra, a Caixa iniciou o ano safra 2021/2022 com a oferta de R35,0 bilhões em recursos de crédito ao agronegócio. Esse montante contempla R$ 7,0 bilhões em recursos equalizados pelo Governo Federal, além de R$ 28,0 bilhões em recursos Caixa. A medida visa beneficiar, principalmente, agricultores familiares, pequenos e médios produtores rurais, além de agroindústrias e cooperativas. No período de julho 2021 a março 2022, já foram firmados mais de 10,7 mil contratos, crescimento de 186% em relação ao mesmo período da safra anterior.

A Caixa lançou, no 1T22, uma nova possibilidade de fonte de recursos para financiar o agronegócio, com recursos da Poupança. A nova linha é mais uma opção para os produtores rurais, que podem utilizar os recursos para diversas finalidades relativas ao agronegócio. Além disso, o banco disponibilizou o custeio antecipado da próxima safra para agricultores do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp), demais produtores e cooperativas.

Na contratação com recursos da Poupança, os agricultores podem utilizar o crédito para custeio, comercialização, industrialização e investimento. A taxa é a partir de 9,50% ao ano e financiamento de até 100% do projeto, com prazo de até 180 meses para pagar.

Na modalidade de financiamento à infraestrutura de armazenagem, o produtor conta com um prazo de até 15 anos para pagamento e carência de até 3 anos. Para investimento semi-fixo (máquinas e equipamentos), o prazo é de até 8 anos e a carência de até 2 anos. Em investimento fixo (infraestrutura, energia, entre outros), o prazo é de até 10 anos e a carência de até 2 anos.

No 1T22, as Loterias Caixa arrecadaram R5,0 bilhões, valor 30,4% maior que o apurado no mesmo período do ano anterior.

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Lucros dos bancos podem ser afetados

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