Caixa registra lucro líquido recorde de R$ 21,1 bi em 2019

No quarto trimestre, o lucro líquido foi de R$ 4,9 bilhões; no ano, 103,3% superior a 2018.

Empresas / 13:23 - 19 de fev de 2020

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A Caixa anunciou nesta quarta o seu resultado consolidado do quarto trimestre (4T19) e Balanço de 2019. O resultado bruto da intermediação financeira atingiu R$ 10,7 bilhões no 4T19, com evolução de 34,0% em relação ao 4T18. A margem financeira totalizou R$ 12,3 bilhões, em virtude do crescimento de 17,8% no resultado com TVM e Derivativos, e redução das despesas de captação em 12,4%.

As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias totalizaram R$ 6,8 bilhões no 4T19, com evolução de 2,0% em relação a igual trimestre em 2018. No ano de 2019, essas receitas foram de R$ 27,0 bilhões, estáveis frente ao apurado em 2018, com destaque para o aumento de 10,9% nas receitas de serviços com fundos de investimento, 2,6% nas receitas de convênios e cobrança bancária e 7,1% nas receitas com crédito.

As despesas administrativas totalizaram R$ 8,8 bilhões no 4T19, uma redução de 1,4% em relação ao 4T18. No ano, essas despesas foram de R$ 33,1 bilhões, apresentando evolução de 2,1% em relação a 2018, impactadas pelo aumento dos pagamentos referentes aos programas de desligamento voluntário. O resultado operacional cresceu 120,6% em comparação com o 4T18, totalizando R$ 2,4 bilhões no 4T19. Em 2019 alcançou R$ 22,4 bilhões, uma evolução de 34,3% em relação ao apurado no 2018, proveniente do aumento de 30,7% no Resultado Bruto de Intermediação Financeira.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROE) registrou 17,5% no 4T19, apresentando uma evolução de 3,5 p.p. no trimestre, impactado pela estabilidade no saldo do patrimônio líquido médio e a evolução de 20,6% no resultado recorrente acumulado entre os períodos comparados.

O índice de cobertura das despesas administrativas evoluiu em 0,6 p.p. do 4T18 para 4T19 e atingiu 83,8%. O índice de cobertura das despesas de pessoal totalizou 130,8%, uma evolução de 0,5 p.p. em relação ao 3T19.

O Índice de Basileia atingiu 19,0%, sendo superior em 8,0 p.p. ao mínimo exigido de 11,0%. O índice de capital principal totalizou 12,3% enquanto o de nível I 12,5%, mantendo-se acima do mínimo regulatório de 8,0% para o de capital principal, e 9,5% para o índice de capital nível I.

No exercício de 2019, a Caixa realizou o pagamento de R$ 11,4 bilhões de Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD) ao Tesouro Nacional. O custo dessa dívida é de aproximadamente 25%, muito superior à Selic, a taxa básica de juros da economia.

A devolução do IHCD significa uma economia direta para a Caixa e parte da premissa de preservação da sustentabilidade dos balanços financeiros do Banco.

A carteira de crédito ampla da Caixa fechou com saldo de R$ 693,7 bilhões em dezembro de 2019. Essa carteira reverteu o movimento de queda e apresentou crescimento de 1,5% em relação ao 3T19, influenciado principalmente pelos aumentos de 1,9% em habitação, de 2,4% em crédito consignado, de 2,4% em CDC, de 2,8% em saneamento e de 4,5% em rural. Contudo, em comparação ao 4T18 a carteira apresenta leve redução de 0,1%.

A Redução de 11,1% em contratação PJ, em relação a 2018, demonstra que a Caixa se posiciona para o pequeno empreendedor, consolidando o varejo de pequeno porte.

A Caixa, em resposta ao cenário de queda de taxa de juros Selic e de longo prazo na economia, e, buscando alinhar-se à nova realidade, promoveu a redução das taxas de juros de seus principais produtos.

Como exemplo disso, a Caixa reduziu as taxas do cheque especial em 63,5% em 2019, com taxa mínima de 4,95% a.m.

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