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sábado, janeiro 16, 2021

Calcanhar

Publicado no número 45 da Revista de Saúde Pública, o artigo “Patrocínio de programas de atividade física por parte das indústrias de bebidas açucaradas: saúde pública ou relações públicas?”, de Luis Gómez, da Pontifícia Universidad Javeriana (Colômbia), e uma equipe de mais seis pesquisadores dos Estados Unidos e do Brasil, reproduz declaração de um executivo da Coca-Cola para demonstrar o nível de incômodo dessas empresas com as medidas públicas de combate à obesidade: “Nosso calcanhar de Aquiles é a discussão sobre a obesidade, que se transformou de um assunto pequeno e manejável nos Estados Unidos para um imenso assunto global. Isto está diluindo nossos esforços no mercado e trabalha contra nós. É uma grande, grande questão”, afirma o executivo, em declaração reproduzida pela Agência Notisa.

Limpa
Os investimentos mundiais em energia limpa alcançaram US$ 243 bilhões em 2010, 30% de aumento em relação ao ano anterior. Adivinhem quem ficou na pole-position? A imbatível China, com US$ 54,4 bilhões, seguida pela Alemanha (US$ 41,2 bilhões) e Estados Unidos, líder até 2008, que somou US$ 34 bilhões ano passado, de acordo com pesquisa divulgada pelo The Pew Charitable Trusts. O segmento – que engloba energia eólica e solar, pequenas hidrelétricas, biomassa, geotérmica e marinha, entre outras – cresceu 630% desde 2004.

Sem haveres
A tese da equipe econômica de que a correção da tabela do Imposto de Renda, em módicos 4,5% nos quatro anos do mandato da presidente Dilma, representaria numa renúncia fiscal de R$ 1,6 bilhão apenas este ano, não atropela apenas os direitos da cidadania, ao tratar a correção como um favor e não um direito dos contribuintes assalariados. Ela seria reprovada até num congresso de guarda-livros, por desconsiderar que parte considerável dessa renúncia, ao ser canalizada para o consumo de bens e serviços, resultará em retorno aos cofres públicos via arrecadação de impostos. Pelo visto, os defensores da tese só miram na coluna de deveres.

Só deveres
Curiosa ou emblematicamente, o mesmo tipo de raciocínio não foi aplicado quando o governo decidiu zerar a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para estrangeiros e, muito frequentemente, nacionais que operam a partir de paraísos fiscais, para se deliciarem nos inacreditáveis juros locais. À época tal benesse custou cerca de R$ 2,5 bilhões aos cofres públicos, sem que fosse ouvida qualquer menção da equipe econômica de onde viria a compensação para esse tipo de renúncia fiscal.
Fiscal
A FISCOSoft, empresa que atua no mercado de informações fiscais e legais, apresentará na 17ª Intermodal os novos recursos do ComexData para o mercado aduaneiro, que proporcionam mais segurança quanto aos aspectos tributários e administrativos.

“Corujão”
O Senai do Rio oferece curso gratuito de Solda (TIG 6G) para 14 moradores da comunidade da Providência. O inusitado é o horário: as aulas acontecem de meia-noite às 4h. De acordo com o gerente Mauricio Ogawa, o objetivo é facilitar a qualificação de pessoas que trabalham, geralmente autônomos. A aceitação do curso foi grande e outras duas turmas já estão formadas.

Alencar, o moicano
Não tivesse quaisquer outras qualidades como homem público, o ex-vice-presidente José Alencar, ao abraçar de forma firme e constante a cruzada contra os juros altos, já teria feito o suficiente para garantir seu lugar na história contemporânea brasileira.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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