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quinta-feira, janeiro 21, 2021

Caldo de cultura

Diante da repercussão, inclusive internacional, de mensagem eletrônica do estudante Márcio A. V. Carvalho, do Mestrado da instituição, a reitoria da Unicamp desmentiu ser detentora de gravação que mostrariam ser de 1991 as imagens exibidas pela CNN com palestinos supostamente comemorando os atentados ocorridos nos Estados Unidos. Além de negar veementemente a versão, a CNN acrescentou que as imagens que exibiu foram cedidas pela Reuters. Esta coluna acolhe, com alívio e satisfação, os esclarecimentos e lembra do pensador francês Raoul Girardet, para o qual é pelos sonhos que uma sociedade revela com mais segurança algumas de suas desordens e alguns de seus sofrimentos. Nesses termos, o episódio expõe a credibilidade de que desfruta no imaginário popular certo tipo de jornalismo.

Garranchos
Quem for ao médico em Paracambi (cidade da Baixa Fluminense) vai ter a certeza de que vai entender o que virá escrito na receita. A Câmara de Vereadores aprovou a Lei 598/01 que torna obrigatório o preenchimento em letra de forma maiúscula dos diversos documentos expedidos pelos médicos lotados na Secretaria Municipal de Saúde. A  justificativa são os inúmeros casos de preenchimentos de receitas ilegíveis, prática comum em todos os lugares. Tão comum que leigos acreditam que existe uma cadeira nas faculdades de Medicina para ensinar os futuros profissionais a escrever de forma que só farmacêuticos experientes possam entender.

Matriz
Se a Rede Globo dedicasse apenas 10% do tempo que está investindo na cobertura do atentado terrorista aos Estados Unidos em mostrar a morte pela fome – no Brasil, na África ou outra parte do mundo – estaria dando uma contribuição decisiva para que o brasileiro se consternasse com a situação e atuasse para mudá-la. A emissora do Jardim Botânico, porém, parece ter assumido sua parcela Time-Life, que estava na origem da rede brasileira.
Vítimas
Dentro da política “mais realista que o rei (ou Império)”, o telejornal Hoje dedicou alguns minutos da sua cobertura da guerra inexistente para falar das batalhas do Século XX. Começou pelo ataque japonês a Pearl Harbor e a resposta norte-americana na Segunda Guerra; seguiu para o bloqueio naval a Cuba, reação – segundo o telejornal – dos EUA à chegada de mísseis russos ao país de Fidel; finalizou com a Guerra do Golfo, onde os pacifistas norte-americanos se viram obrigados a entrar após a invasão do Kuwait pelo Iraque. Alguns capítulos da História foram pulados: a bomba atômica de Hiroshima e Nagasaki, as guerras do Vietnã e da Coréia; o massacre na antiga Iugoslávia etc.

Ótica
A globalização não afeta somente as empresas mais badaladas. O setor ótico também sente a concorrência representada por redes européias que começam a entrar no Brasil. Isso vai “exigir de nossas óticas que se profissionalizem o mais rapidamente possível para se manter no mercado”, disse o presidente da (Associação Brasileira de Produtos e de Equipamentos Ópticos (Abiótica), Synésio Batista da Costa.

DNA
O discurso de renúncia de Jader Barbalho deve reafirmar que, apesar de diferenças retóricas, o peemedebista tem a mesma genética de Antônio Carlos Magalhães: ruge como um tigre, mas na hora de colocar as cartas na mesa, age como um gatinho vira-lata sem dentes.

Previdência
Investir em fundos de previdência tipo PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) pode não proporcionar o futuro tranquilo que o poupador espera. Um dos mais antigos nesse recente mercado, o Itauprev Invest Plus RF, do banco Itaú, rendeu 30,33% nos últimos 24 meses – menos que o IGP-M mais 6% garantidos nos planos de previdência tradicionais. Outro fundo do mesmo banco, o Flexprev Mix, mais agressivo, rendeu nos últimos 12 meses menos que a tradicional, segura e pouco rentável caderneta de poupança. Não é à toa que, há cerca de dois anos, um representante de uma seguradora estrangeira falou, para uma platéia de dirigentes de empresas do ramo, que o PGBL é um grande negócio – para as empresas de previdência.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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