Câmara aprova venda da Eletrobras e espeta conta de R$ 300 bilhões

Fiesp calcula que tarifa praticamente dobrará de valor.

A Câmara dos Deputados aprovou a medida provisória que permite a privatização da Eletrobras, através da emissão e venda de ações na Bolsa de Valores. O texto já havia sido aprovado pelos deputados, mas, após ser modificado no Senado, teve que voltar à Câmara.

Segundo a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), o relatório elaborado pelo deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), com rejeição da emenda aprovada pelo Senado que previa a ampliação do mercado livre para todos os brasileiros até 2026, aumentará as tarifas de energia em R$ 300 bilhões ao longo dos próximos anos.

Ainda de acordo com cálculos da Fiesp, a alteração no valor da energia comercializada pela Eletrobras (processo conhecido como “descotização”) fará com que a energia, hoje vendida a R$ 110/MWh, pule para até R$ 200/MWh.

“O deputado retirou o único dispositivo que teria algum efeito positivo para o país e preservou todos os ‘jabutis’ do texto aprovado pelas Casas Legislativas, que contribuirão com a disparada das tarifas de energia”, ressalta a Federação.

A Câmara aprovou 17 emendas do Senado à Medida Provisória 1031/21. Uma das emendas prevê que as subsidiárias (Chesf, Furnas, Eletronorte e Eletrosul) não serão extintas, incorporadas ou fundidas por um mínimo de 10 anos. Ficou garantida a realocação dos funcionários em outras estatais.

A determinação de contratação de energia de reserva de termelétricas movidas a gás natural, mesmo em regiões ainda não abastecidas por gasoduto, foi mantida.

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