Câmara derruba mudanças do Senado na MP do Seguro-Defeso

Texto vai agora para sanção do presidente da República

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Pescador (foto de Fernando Frazão, ABr)
Pescador (foto de Fernando Frazão, ABr)

A Câmara dos Deputados rejeitou ontem as mudanças feitas pelos senadores na Medida Provisória 1323/25, que trata das regras para o pagamento do seguro-defeso. Com isso, fica mantida a versão aprovada pelos deputados na terça-feira. O texto vai agora para sanção presidencial.

O seguro-defeso é um benefício pago aos pescadores artesanais durante o período em que a pesca é proibida para a reprodução dos peixes. As novas regras visam a evitar fraudes.

A Medida Provisória prevê as seguintes regras: autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026 desde que o beneficiário atenda aos requisitos; pescador artesanal terá direito ao benefício de anos anteriores se tiver feito a solicitação dentro dos prazos legais; pagamento do benefício ocorrerá dentro de 60 dias após a regularização do pescador no programa; e novas exigências para cadastro e identificação.

Para 2026, o volume previsto do seguro-defeso, exceto os atrasados, é R$ 7,9 bilhões.

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Na sessão de ontem, os senadores aprovaram uma série de mudanças, entre elas a obrigação de o pescador comprovar contribuição ao INSS por pelo menos 6 meses, no período de um ano. Outras alterações foram sobre limite de renda para acesso ao seguro e retirada do pagamento de benefícios retroativos ao ano de 2025.

Todas as mudanças foram rejeitadas pelos deputados federais nesta quinta-feira.

Agência Brasil, com informações das agências Câmara e Senado

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