Camex zera alíquotas para importação de 322 máquinas e equipamentos

Foram publicadas semana passada (22/8) duas novas Resoluções Camex com a lista de 322 máquinas e equipamentos industriais com redução temporária de Imposto de Importação. As tarifas originais de até 16% e 14% foram reduzidas a 0% até 30/6/2019. A Resolução Camex n°69/2017 traz a relação de 316 ex-tarifários para bens de capital – sendo 237 novos e 79 renovações – e a Resolução Camex n°70/2017 tem seis novos ex-tarifários para bens de informática e telecomunicações. As empresas que solicitaram à Camex o benefício fiscal informaram que pretendem realizar investimentos no valor de US$ 3,169 bilhões, principalmente nas regiões Sudeste e Nordeste do Brasil. Somente em importação de equipamentos serão gastos mais de US$ 453 milhões.

Precisamos implementar medidas que incentivem a retomada da atividade econômica e reduzir o custo do investimento produtivo é uma das nossas prioridades”, diz o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira. Com a diminuição de 2% para 0% na alíquota do ex-tarifário, defendida por Marcos Pereira e aprovada pela Camex, as empresas beneficiadas pelos 322 ex-tarifários que entraram hoje em vigor terão redução do custo do investimento de cerca de R$ 28 milhões. Os principais setores onde serão feitos os novos investimentos serão os de energia (67,95 %), bebidas (11,85%) bens de capital (6,10 %), alimentício (4,47%), e autopeças (2,54%).

Entre os projetos que terão custos reduzidos com a medida da Camex estão a construção de uma usina termelétrica para fornecimento às distribuidoras integradas ao Sistema Interligado Nacional (SIN); a produção de geradores de energia eólica; a construção de novo centro de pesquisa, desenvolvimento e aprimoramento de bebidas; a instalação de uma nova linha de produção em uma fábrica de chocolates; e a construção de uma nova fábrica de lentes, faróis e lanternas automotivas.

 

Indústria quer evitar dupla tributação com Paraguai

Brasil e Paraguai precisam negociar um acordo para evitar a dupla tributação a empresas brasileiras que operam no país vizinho, defende a Confederação Nacional da Indústria (CNI). As prioridades do setor industrial foram apresentadas nesta segunda-feira (21) ao presidente do Paraguai, Horacio Cartes, que foi recebido na sede da CNI por empresários, representantes setoriais e parlamentares. O Brasil é o principal investidor no Paraguai em número de projetos, principalmente nos setores de alimentos, tabaco, construção civil, serviços financeiros, transporte, têxtil, tecnologia da informação e máquinas e equipamentos. O acordo teria impacto positivo nas operações de pagamentos de serviços e royalties. “Esta medida certamente vai contribuir para melhorar o ambiente de negócios e nosso fluxo comercial”, afirmou Sergio Longen, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Mato Grosso do Sul (Fiems), que conduziu o encontro. Atualmente, no âmbito do Mercosul, o Brasil só tem um tratado desta natureza com a Argentina.

 

Camex reajusta tarifa de importação de etanol

A Câmara do Comércio Exterior (Camex) aprovou, por unanimidade, na quarta-feira (23), a criação da cota de 600 milhões de litros de etanol livre de tarifa de importação. Acima desse volume, será aplicada tarifa de 20%. O limite de importação será controlado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) a cada três meses. A medida terá duração de 24 meses e, após esse prazo, será novamente avaliada pela Camex. De janeiro a junho deste ano, o Brasil já importou 1,3 bilhão de litros de etanol, com aumento de 320% em relação a 2016, quando foram importados 832 milhões de litros. A importação com alíquota zero vinha prejudicando, principalmente, os produtores do Nordeste, para onde se destinava a maior parte do produto vindo dos Estados Unidos. De acordo com representantes do setor produtivo na região, mais de 70% do consumo local era suprido com etanol importado, afetando a formação de preços, mas sem que isso trouxesse benefícios na ponta, ao consumidor.

 

Vicunha investe em expansão na Argentina

A Vicunha Têxtil anunciou a expansão da fábrica de San Juan, na Argentina. A empresa investe 220 milhões de pesos (aproximadamente R$ 35 milhões) na compra de terrenos e maquinário para ampliação da estrutura atual, que passará a contemplar o processo de tingimento de índigo. O governo apoiou o empreendimento por meio da linha de crédito disponibilizado para o setor privado, em conjunto com o Banco San Juan. A fábrica agregará à sua estrutura atual 3.300 metros quadrados com a compra de dois lotes próximos. Além disso, a tecelagem investiu na aquisição de maquinário moderno importado da Itália, com capacidade para tingir um milhão de metros por mês.

 

Exportações de vinho crescem 37% no 1º semestre

O ingresso de dez novas vinícolas no projeto Wines of Brasil entre abril e agosto desse ano, ampliando o grupo para 40 empresas, deve ajudar a fortalecer o desempenho das exportações do setor. O primeiro semestre de 2017 registrou desempenho positivo de 37% em volume e 24% em valor nas vendas de vinhos e espumantes para o mercado externo, na comparação com o mesmo período do ano anterior. No total, foram exportados 1,14 milhão de litros, contabilizando US$ 2,74 milhões.

 

Contato com o colunista: editor@exportnews.com.br

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