Caminhando para a redução dos plásticos

Uma das grandes empresas, a Starbucks, tem anunciado, segundo notícias do site www.jb.com.br, que vai banir os canudos de plásticos de todas as unidades de suas redes até 2020. Alvissareiro, que faz com que se possa acreditar que no futuro o plástico deixará de ser um dos maiores vilões da natureza. Historicamente se relata que o plástico deu início ao seu desenvolvimento no fim do século XIX, objetivando as mudanças de conteúdos de produtos que eram produzidos a partir do marfim dos elefantes. O substituto na verdade foi o plástico feito com celulose e posteriormente através do petróleo por condições de preços mais acessíveis e adquirir amplitude e conteúdos necessários à utilização destes produtos.

Esta matéria foi colhida segundo reportagem especial da Nacional Geographic. Destaca o texto sobre o tema anunciado que “desde então, impulsionado pela indústria de embalagens, o uso do plástico cresceu de forma exponencial. Estima se que a produção em 2050 chegue a 33 bilhões de toneladas. Neste mesmo ano, cientistas calculam que haverá mais plástico do que peixes nos oceanos. Para Fernanda Dalto, gerente de Campanhas da ONU Meio Ambiente, o problema não é o plástico, mas sim como usamos. A especialista participou de um encontro em São Paulo no Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, justamente para discutir a questão considerada pela ONU como o maior desafio ambiental do século XXI. Durante o evento, ela apresentou dados que estão alarmando a organização”.

Além do mais, muito bem esclarece Fernando Adalto sobre o perigo microscópico, ao qual uma das maiores preocupações de especialistas que estudam o material são os microplásticos. O termo foi criado pelo cientista Richard Thompson e é usado para definir pedaços do material que são muito pequenos, de até cinco milímetros de diâmetro. Com a ação do sol, movimentos das ondas do mar e também a ação de micro-organismos, a fragmentação do plástico dificulta a recolhida do material do meio ambiente. Além disso, essas partículas já estão entrando nas cadeias alimentares marinhas.

O mesmo cientista achou microplásticos em um terço de 500 peixes diferentes no Canal da Mancha, na Inglaterra. Cientistas já encontraram contaminação plástica no sal marinho nos Estados Unidos, Europa e China. O mesmo está acontecendo com fibras sintéticas de roupas, de acordo com Dalto. A cada lavagem de roupas com esses materiais, milhares de partículas de plástico são liberadas e vão parar nos ralos, seguindo para os córregos, rios e desaguando oceanos. A preocupação é que haja um “sufocamento” dos mares e de seus organismos responsáveis pela fotossíntese. Calcula-se que cerca de 60% do oxigênio que respiramos em dessas águas.

Ainda relacionado ao uso de canudos plásticos, este MONITOR MERCANTIL publicou: “Fiscais da vigilância Sanitária do Rio de Janeiro iniciaram nesta quinta-feira a fiscalização do uso de canudos plásticos em bares, restaurantes, lanchonetes e padarias. O Rio é a primeira cidade brasileira a proibir os canudos plásticos em locais que vendem alimentos e bebidas. A fiscalização atende ao Decreto Rio 44.731, publicado no dia 18 de julho de 2018, no Diário Oficial do Município. Pela norma, restaurantes, lanchonetes, barracas de praia, ambulantes e similares autorizados pela Prefeitura a usarem e fornecerem canudos de papel biodegradável e/ou reciclável individual e hermeticamente embalados com material semelhante. A medida determina a destinação do material descartável, que deve ser ofertado a entidades ou empresas cadastradas no órgão municipal competente para fins de reciclagem ou reaproveitamento.”

Na próxima coluna, abordaremos um pouco mais sobre o tema reciclagem.

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