Caminho externo

As tratativas da imprensa tupiniquim para transformar na nova celebridade nacional a prostituta envolvida no imbróglio que levou à renúncia do governador de Nova York não é apenas mais um episódio de especutalarização da notícia. Ele cria um segundo embaraço, para além de paradigmas morais. Por que a mídia, tão ávida por novidades de alcovas, não questiona as razões de numa economia que – a julgar pelo quase consenso das editorias de Economia – está “bombando”, milhares de jovens brasileiras buscam na prostituição seu caminho para a ascensão social?

Mar à vista?
O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou, domingo, estar confiante na reconquista de uma saída marítima para seu país, “por meios pacíficos e em entendimento” com o Chile. O discurso foi feito no Dia do Mar, quando os bolivianos reafirmam sua vontade de rever a perda territorial e marítima imposta pela Guerra do Pacífico (1879-1881). Embora o pleito tenha 129 anos, Morales aposta no diálogo com o vizinho para ser bem-sucedido. Ano passado, rompendo com longa tradição dos presidentes bolivianos, foi a Santiago para assistir à posse da presidente Michelle Bachelet.
Desde então, o tema, antes bloqueado pelo Chile, entrou na agenda bilateral, mas ainda enfrenta fortes resistências naquele país, principalmente entre os setores mais conservadores. Para ajudar a aparar arestas, Morales destacou o recente apelo do chanceler do Chile, Alejando Foxley, que pediu a seus compatriotas solidariedade à Bolívia e apoio a uma agenda de 13 pontos.

Ecos do colonialismo
A Guerra do Pacífico custou à Bolívia um território de 120 mil quilômetros quadrados (pouco maior do que Pernambuco) e 400 quilômetros de litoral no Oceano Pacífico (pouco menor que o litoral de Santa Catarina). O Peru, também derrotado na guerra, sofreu igualmente perdas territoriais. O conflito foi  motivado pela disputa pelo guano e pelo salitre da região de Atacama, explorada por empresas britânicas.

Embalagem
Estimular as relações comerciais e o diálogo entre os fabricantes de embalagens do Brasil e seus clientes é objetivo do Packing Panorama 2008, que ocorre em São Paulo nestas quarta e quinta-feiras. Um dos destaques será o curso “Gestão de Projetos de Inovação Tecnológica”, ministrado pelo consultor da Protec, Joel Weis. O evento ocorrerá no Auditório Packing Panorama (Centro de Convenções Frei Caneca, R. Frei Caneca – 569 / 4º andar – Cerqueira César), de 9h30 às 18h.

Exterminador do futuro
O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) é contra as tecnologias genéticas de restrição de uso, conhecidas como Terminator. O termo se aplica a modificações genéticas feitas nas plantas para produzirem sementes estéreis. Ou seja, uma semente com essa tecnologia não poderá ser usada para plantio na safra seguinte. A Lei de Biossegurança proíbe o uso dessa tecnologia no país, mas tramitam no Congresso Nacional dois projetos de lei visando a liberação. O conselho “considera que a liberação da produção de sementes manipuladas com este tipo de tecnologia acarretará riscos à soberania alimentar, à biodiversidade, à segurança alimentar e à pequena agricultura familiar”.
A Convenção Internacional de Diversidade Biológica, realizada em 2006 em Curitiba, estabeleceu uma moratória em relação a esse tipo de tecnologia. As pesquisas, porém, continuam, financiadas pelos Estados Unidos e União Européia.

Em alta
O Estado do Rio de Janeiro responde por 17,6% do mercado de franquias no Brasil, ficando atrás somente de São Paulo (55,6%). Os dados são da Associação Brasileira de Franchising (ABF). De acordo com a especialista em franquias Selene Ferreira, o segmento pode crescer 30% até o final deste ano, especializando-se principalmente na capacitação profissional dos jovens.
Segundo pesquisa da consultoria Rizzo Franchising, o setor de franquias gerou ano passado 7.318 vagas de trabalho, com 22 novas empresas franqueadoras e 818 novas unidades franqueadas. Hoje o Rio possui 226 empresas franqueadoras e mais de 28 mil unidades franqueadas.

Marcos de Oliveira e Sérgio Souto

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorMapa do Bric
Próximo artigoRisco Rio

Artigos Relacionados

Os EUA lavam mais branco

Lavagem de dinheiro através de imóveis tem poucos obstáculos na pátria de Tio Sam.

Apagão já foi tragédia, volta como farsa

Modelo de mercantilização da energia é o culpado.

Volume de reservatórios pode cair a 6% em novembro

Quadro crítico poderá ser alcançado em 2 meses, mesmo com tarifaço.

Últimas Notícias

Condomínios do Rio podem exigir comprovante de vacinação

É recomendado que tal exigência seja aprovada em assembleia por maioria dos presentes

Agronegócio brasileiro ainda está amadurecendo tecnologicamente

Por Regina Teixeira – Especial para o Monitor Mercantil

Livro traz bastidores de aquisições de startups por grandes empresas

Livro: 'Saída de Mestre: estratégias para compra e venda de uma startup'

Plano de assinatura garante um smartphone novo todo ano

A parceria une o propósito da Samsung de trazer inovação a cada lançamento - desta vez oferecendo sua terceira geração de smartphones - e...

WhatsApp testa funcionalidade de indicação de negócios em SP

Por enquanto só São Paulo terá esse recurso