Caminhoneiros e petroleiros unidos em torno da Petrobras

O presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), Felipe Coutinho, divulgou a “Carta ao caminhoneiro brasileiro”, em que defende a importância de motoristas e petroleiros se unirem “para mostrar à maioria dos brasileiros que é possível, e necessário, reduzir o preço dos combustíveis e que, para isso, temos de evitar a privatização e a desnacionalização das refinarias da Petrobrás”.

Coutinho afirma que a política de preços da estatal implantada a partir de 2016, ao adotar os valores internacionais, entrega o mercado brasileiro aos importadores. O diesel da Petrobras fica encalhado nas refinarias, cuja ociosidade aumenta.

Combustíveis produzidos nos EUA são trazidos ao Brasil por multinacionais estrangeiras da logística e distribuídos pelos concorrentes da Petrobrás. A Petrobrás perde com redução da sua participação no mercado. O consumidor paga mais caro, desnecessariamente, com o alinhamento aos preços internacionais do petróleo e à cotação do câmbio”, explica Coutinho.

Ao longo dos anos, motoristas de caminhões fizeram grandes manifestações em vários países, em geral motivados por altos preços de combustíveis”, prossegue o presidente da Aepet. “Mas há também um caso patrocinado pela CIA. Assim como no movimento dos caminhoneiros no Brasil, a elevação dos preços dos combustíveis esteve entre os principais motivos para greves históricas em países como Grécia e Colômbia.”

Somente a Petrobrás consegue suprir o mercado doméstico de derivados com preços abaixo do custo de importação e, ainda assim, obter resultados compatíveis com a indústria internacional e sustentar elevados investimentos que contribuem para o desenvolvimento nacional. No entanto, a política de preços dos combustíveis e a privatização das refinarias pode impedir que a Petrobrás exerça seu potencial competitivo para se fortalecer e impulsionar a economia nacional com seu abastecimento aos menores custos possíveis”, defende Felipe Coutinho.

Comissão do Senado, com apoio do TCU, vai investigar a política de preços adotada pela Petrobras a partir de outubro de 2016.

 

CPF para quem pagar

Um grande esquema de venda de dados pessoais extraídos do INSS, das Forças Armadas e do serviço federal foi revelado pela BandNews FM, em reportagem que mostra que podem ser obtidas informações de autoridades como o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Sérgio Moro. São número de telefones, CPF, RG, endereços, dados bancários, salário e ainda informações de parentes.

Segundo a rádio, tudo é negociado diariamente por sites, que são utilizados, na maioria das vezes, por empresas de telemarketing. Parte das páginas sequer aparece nas buscas do Google, para não levantar suspeita. O preço varia conforme o tipo de pacote: planos mensais, que podem custar entre R$ 75 e R$ 100, ou compra de um número fechado de consultas – mil custam R$ 300.

O esquema é alvo de uma investigação aberta no ano passado pela Polícia Federal, mas até agora apenas dois sistemas foram descobertos.

 

Varejo e atacado

A venda de informações que constam de bancos de dados oficiais dificilmente pode ser feita sem participação de gente de dentro. Mas, ainda que preocupante, é apenas uma gota no oceano da comercialização de dados pessoais que hoje movimenta o mundo.

Neste campo, brilham gigantes da internet, como Google e Facebook, que sabem muito mais sobre a vida de cada um do que qualquer serviço de informações – a não ser aqueles com acesso às bases dessas empresas – sonha ter.

 

Desidratação

Os governadores – especialmente, mas não somente, do Nordeste – querem tirar do projeto de reforma da Previdência o sistema de capitalização. O corte no BPC e as mudanças na aposentadoria rural já são favas contadas: não passam no Congresso.

 

Rápidas

A Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) realiza nessa quinta-feira o [email protected] 2019, em comemoração aos seus 60 anos. O evento discutirá o compromisso com a ética e a transparência e – sinal dos tempos – acontecerá na sede do Google, em São Paulo *** Joaquim Levy, presidente do BNDES, e Marcelo Barbosa, presidente da CVM, participam nesta quarta, às 9h, da cerimônia de abertura da 10ª edição do Congresso de Fundos de Investimento, realizado pela Anbima na Bienal de São Paulo *** Desde o final de março, não se consegue mais fazer consultas às notas fiscais eletrônicas de 13 estados – inclusive Rio e SP – por meio da Sefaz. Uma alternativa é o Arquivei Lite, da Arquivei, que permite até 500 consultas mensais.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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