Caminhoneiros entram na luta  contra a  reforma da  Previdência

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Os motoristas de caminhão decidiram entrar na luta contra a reforma da Previdência. A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) se posicionou contrariamente às medidas da forma em que foram propostas, especialmente em relação ao regime de capitalização.

“O governo tem obrigação constitucional de criar uma política econômica para gerar empregos e recuperar a economia”, sustenta nota divulgada pela entidade. O caminho da recuperação econômica passa pela expansão dos gastos públicos, mesmo que isso signifique expandir a dívida, defende a Abcam, que explica suas propostas em nota técnica.

A drástica redução dos investimentos em construção e conservação de rodovias, associada aos altos custos e a instabilidade nos preços do diesel, está levando a grande maioria dos caminhoneiros autônomos a uma situação indigência, denuncia a Abcam.

A Associação é contra a política de preços de combustíveis e a proposta de privatização das refinarias da Petrobras. A Abcam entende que a estatal pode reduzir o preço do diesel e administrá-lo com razoável estabilidade sem ferir o interesse geral, ou seja, sem a necessidade de subsídios financiados por tributos.

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A entidade propõe que seja criado um fundo de estabilização dos preços, a partir do imposto de exportação para o petróleo bruto. Esse fundo também poderia ser constituído a partir da efetiva cobrança do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.

Outra proposta que vai contra os interesses da equipe econômica é a solicitação de autorização ao Congresso Nacional para emitir títulos de dívidas públicas com valores definidos a partir do orçamento de obras deste ano e dos próximos três anos.

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